Cultura Pop | 10 bons exemplos masculinos para meninos

Por mais que a gente bata na tecla do empoderamento feminino, a maioria das Pacs têm… filhos! Nós tentamos ao máximo desconstruir os estereótipos de gênero dentro de casa, mas confessamos que é uma luta batalhar contra todos os milhares de exemplos bombardeados pela mídia. “Meninos não choram” “Aja como um homem” e “Parece uma menininha” são frases repetidas para e por meninos simplesmente porque a maioria dos personagens masculinos exalam virilidade e tendem a resolver seus problemas sempre com lutas, violência e atributos físicos.

Com isso em mente, separamos 10 personagens e pessoas públicas que estão no dia-a-dia da garotada que servem de excelente exemplo e uma boa maneira de começar uma conversa sobre comportamento e padrões de gênero, para todas as idades.

1. Yuri – Meu Amigãozão

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 Mesmo que Meu Amigãozão seja de produção mista brasileira-canadense, Yuri é mais brasileiro impossível. Seus traços são claramente nativo-americanos ou porque não dizer, indígenas (o que não exclui os nativo-americanos do Canadá ou dos EUA). Yuri é uma criança de 5 anos que tem um amig(ã)o imaginário e junto com ele e seus amigos não-imaginários, aprende e ensina lições sobre egoísmo, empatia e amizade. Ele nem sempre está no seu melhor comportamento e é justamente isso que o torna tão identificável entre as crianças pequenas, seu público-alvo.

2. Os irmãos Kratts – Aventuras com os Kratts

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Não se deixe enganar pelo traço que lembra o Ben 10: ele é feito para atrair crianças para um programa repleto de ecologia e lições sobre os animais e funciona muito bem. Meu filho, o pré-adolescente de 6 anos, acha os irmãos Kratts “radicais” mesmo que eles sejam adoravelmente atrapalhados e sempre dependam da equipe para tirá-los da encrenca. Os dois são um exemplo de fraternidade e trabalho em equipe, além de serem baseados em uma dupla real de biólogos (na versão americana do programa, eles aparecem no final).

3. Júlio – Cocoricó

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Julio é um menino de 8 anos que se muda da cidade para a casa de seus avós no interior. Ele tem amigos de tudo quanto é jeito: índia, papagaio, cavalo, galinha, porquinho. Um menino curioso que mostra brincadeiras simples (coisa rara hoje em dia com tanta tecnologia) e também situações onde as crianças se identificam, como a briga por um brinquedo, medo de monstro. Ah, ele também toca gaita e sempre tem uma musiquinha nos episódios, já me vem na cabeça “o Julio na gaita, a bicharada no vocal. Tocando o rock rural”. Um exemplo do valor às coisas simples e curtição da infância.

4. O Professor – As Meninas Superpoderosas

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Esse artigo do Hypescience explica as razões pelas quais As Meninas Superpoderosas são uma lição de estudos de gênero, mas o Professor é um caso à parte. Pai solteiro extremamente dedicado, dono de casa e cientista nas horas vagas, o Professor não tem medo de demonstrar carinho e afeto, nem de se prestar a papéis um tanto quanto… engraçados, o que acaba cativando os meninos.

5. Lucas Silva e Silva – Mundo da Lua

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Um clássico da TV brasileira que continua sendo exibido na TV Cultura. O cenário um pouco 90ista pode causar alguma estranheza nas crianças (os telefones tinham fios), mas as situações vividas (e imaginadas) por Lucas permanecem atuais, exceto que nos dias de hoje ele certamente teria sido medicado injustamente para Déficit de Atenção. Ele é um excelente exemplo de como a imaginação pode funcionar para que as crianças se mantenham entretidas sem necessidade de estímulos externos.

6. Aang (Avatar)

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Aqui no blog tem uma série de posts dos motivos pelos quais amamos Avatar e Aang certamente é um deles. Ele mostra sensibilidade e empatia desde o primeiro episódio e com o passar da série, percebemos que o amadurecimento espiritual é muito mais importante do que o físico para que Aang consiga controlar sua forma Avatar. Sem contar que Avatar é uma animação excelente para assistir com ou sem crianças, com protagonistas não-caucasianos que permitem uma introdução à culturas não-ocidentais.

7. Ash – Pokémon

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De moleque pegador (de Pokémons) no começo da Liga Índigo a um treinador equilibrado e ponderado no Pokémon Black & White, a trajetória de Ash é muito mais sentida por adultos do que por crianças. Os que acompanham só os episódios mais recentes têm em Ash um modelo de treinador paciente, estrategista sábio e amigo leal, tudo isso intercalado com incríveis batalhas-pokémon.

8. Steven Universo

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Outra figurinha carimbada do blog, seu programa alcançou o status de cult em pouquíssimo tempo e é sucesso entre adultos e crianças. Mas Steven não está aqui pelo conjunto da obra, mas por ser um personagem que foge dos padrões por estar acima do peso e em um modelo de família não-nuclear (chupa essa, bancada evangélica). A série é indicada para crianças mais velhas mas nós acreditamos que quando acompanhadas, todas as questões podem ser discutidas com as crianças.

9. Iberê Thenório – Manual do Mundo

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Meu filho é o fã número 1 do Iberê Thenório e é fácil saber o motivo. Iberê é o tio (agora o pai) legal que faz as experiências malucas e as pegadinhas sacanas, mas acima disso, ele é um cara extremamente simpático e pé no chão. O vídeo onde ele conta como chegou ao sucesso no YouTube é incrível e o torna ainda mais digno de admiração. Ver alguém de carne e osso realizando coisas incríveis, é uma forma excelente de fazer com que os meninos se interessem por ciências e sejam motivados a testar seus limites.

10. Neil DeGrase Tyson – Cosmos

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Esse aqui é um modelo para meninos, meninas, jovens, adultos, pra todos. Neil é um astrofísico muito articulado que, apesar de sucesso como meme, extrapola todas as barreiras e quebra estereótipos. Ele fala de física de maneira interessante e cativante, e tem vídeos abordando temas como a presença de mulheres e negros na ciência. Para as crianças que já acompanham legendas, a série Cosmos (tem no Netflix) é incrível.

Nanda Café

Nanda Café

Feminista que faz ballet e adora cor-de-rosa. Gosta de RPG, fantasia medieval, anime água-com-açúcar e é #teammarvel apesar de Sandman ser da Vertigo. Começou a estudar Quenya, mas como não dava pra fazer isso enquanto comia, desistiu de ser elfa e admitiu para si sua natureza hobitesca.
Nanda Café

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  • Yuri

    blz

  • Eu me identifico muito com o professor e o Iberê. Sempre que possível, dou um jeito de fazer meu filho assistir. E muitas vezes não é fácil encontrar bons exemplos para seguir. Agora, que tenho um casal de filhos, tudo muda de figura. Minha filha me faz ter uma visão mais abrangente do mundo. Antes era apenas video-game, agora tem também o balé. Muitas piadas perderam graça e acabo tendo mais cuidado com os sentimentos alheios. Sem contar que quase metade da minha casa é rosa.

  • Vitor Urubatan

    Cara mesmo velho marmanjo acho fantástico as meninas super poderosas. Hahaha racho de rir com o “MACACO LOUCO!”

    E Avatar para mim está acima de muitas obras da animação. Muito maneiro esse desenho.

  • Excelente lista. Obrigado pelo post

  • Raíssa Greco

    Avatar é um desenho excelente. Agora tem uma continuação, onde a encarnação do Avatar é uma garota, Kora. Achei que o desenho perdeu um pouco a sensibilidade mas é ótimo para meninas pequenas terem uma personagem principal forte onde se espelhar. E kora tb não é branca caucasiana
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