Maternidade | 10 motivos para falar sobre homossexualidade com seus filhos

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“Mãe, o que é ser gay?” A pergunta veio do meu filho Pedro, de 6 anos. As crianças sempre nos surpreendem com os mais diversos questionamentos e, justamente por isso, precisamos estar preparadas para tratar qualquer tema com naturalidade, respeitando a capacidade de compreensão da criança e falando sempre a verdade.

Deixar que o “mundo” ensine pode ser muito cruel. As crianças prestam atenção em tudo, sabem muito mais do que imaginamos. Então o melhor que podemos fazer é orientar. Já que esses assuntos entrarão na vida da criança de qualquer forma, então que seja pela porta da sala de sua casa, através de você.

A pergunta do Pedro me permitiu conversar com ele, orientar, explicar, tirar suas dúvidas e, principalmente, garantir que ele está livre para ser feliz e deixar que os outros sejam.

Porém, ao divulgar essa conversa que tive com meu filho em meu perfil pessoal no Facebook, recebi várias mensagens de censura e algumas indiretas do tipo: “Se ele virar uma “bichinha”, depois você vai reclamar.”

Minha resposta, depois de tanto ser criticada, foi muito simples: “Não, meu filho não vai virar uma “bichinha”. Independente de qual seja sua orientação sexual, ele é meu filho amado, e sempre terá em casa todo apoio que precisar.”

Eu jamais aceitaria um filho preconceituoso, sem caráter, mas se meu filho for gay, faz tanta diferença quanto ele ser Palmeirense ou Corintiano, preferir Beatles ou Queen, isso não importa.

Foi assim que tive a ideia de escrever esse post!

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10 motivos para falar sobre homossexualidade  com seus filhos

1. Para que eles entendam que sexualidade é algo natural, cada um tem a sua, que isso não interessa a ninguém;

2. Para que esse assunto não seja um tabu dentro da sua família e para que seus filhos encontrem o conforto de sempre poder tirar suas dúvidas em casa, com as pessoas que eles mais confiam;

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Wolverine e Hercules protagonizaram um beijo gay- em uma série em que os personagens viviam em um mundo alternativo.

3. Para evitar que cresçam preconceituosos, limitados e para que lidem com a diversidade e as diferentes formas de expressão sexual e amorosa de forma tranquila.

4. Para que aprendam que o AMOR é o que realmente importa;

5. Para que não julguem ninguém por sua sexualidade e sim pelo seu caráter

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Jujuba e Marceline já foram namoradas, segundo os criadores do desenho.

6. Para que não se sintam oprimidos e compreendam que podem ser quem eles realmente desejam ser;

7. Para que não repitam nem reforcem preconceitos, ofensas e piadinhas que, muitas vezes, eles nem sequer entendem direito;

8. Para que aprendam sobre aceitação, respeito e tolerância;

Uma das personificações do Lanterna Verde também é gay

9. Para que possam ajudar as pessoas que sofrem preconceito e humilhações por conta de sua sexualidade;

10. Para que eles sejam multiplicadores de ideias, pensamentos e atitudes e que, num futuro próximo, as pessoas possam ser simplesmente quem elas realmente são e posts como este não precisem mais existir.

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Garnet é uma fusão de Ruby e Sapphire, e representa o amor, simplesmente! Imagem: https://www.facebook.com/DesenhosdeumNerd

Você já conversou com seus filhos sobre homossexualidade? Como foi? Conte pra gente nos comentários!

Ly Pucca

Eu sou música, eu sou Rock, eu sou Beatles, eu sou paixão;
Eu sou mulher, eu sou mãe;
Eu sou dormir pouco, e comer muito;
Eu sou amigos, eu sou espírito, eu sou old, eu sou new;
Eu sou Vader, Maul e Luke, eu sou Yoda;
Eu sou foto, eu sou arte,eu sou Pucca!

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  • Aline

    Meu filho chegou muito chateado em casa uma vez dizendo que uma coleguinha da escola tinha dito que eu era gay “só porque tu namora com outra mulher, mãe!”. Quando expliquei que era isso mesmo ele fez uma cara de que a constatação da menina era óbvia e disse: ah, é? Então ta. Bem simples. Pode ser simples para todas as crianças também. 🙂

  • Júlia

    Não tenho filhos, mas tenho uma afilhada que passa muito tempo comigo. Sempre que possível procuro conversar com ela sobre os mais diversos assuntos e a homossexualidade é um assunto recorrente. Isso porque o pai dela, infelizmente, é muito homofóbico e diz coisas terrivelmente preconceituosas perto dela. Minha afilhada costuma reproduzir algumas dessas falas e algumas vezes traz o que ela escuta pra mim, para podermos conversar sobre o assunto. É difícil. Conversamos, explico sobre a diversidade e que não existe nada de errado em uma pessoa ser homossexual. Tudo com calma, de forma simples e didática. Quando ela chega em casa escuta algo bem diferente, vindo da figura paterna (que é com quem ela passa mais tempo) e imagino o quanto ela deve ficar confusa. E às vezes aqui na minha casa enfrento problemas. Um dia estávamos conversando, nem me lembro direito sobre o quê, quando rolou mais ou menos o seguinte diálogo:
    ” – Aí ele disse que ele ia namorar outro menino. Credo, né Lili?
    – Credo por que? Não tem problema nenhum um menino namorar outro.
    – Não tem?
    – Claro que não! Lembra que eu te falei que alguns meninos namoram com outros meninos e algumas meninas namoram com outras meninas? Quando eles se amam é a mesma coisa quando uma menina namora um menino. É normal.
    – Ah é!”

    Pronto. Teria sido mais uma conversa normal não fosse o fato do meu pai ter surgido de algum lugar, furioso, dizendo que eu não tinha o direito de impor o que eu achava para ela. Que eu não devia influenciar ela para ter minha opinião, e que não é só porque aquela era a minha opinião que era a certa, que eu devia deixar esse tipo de coisa pra mãe dela. A mãe dela devia decidir se ela devia saber dessas “indecências” ou não. Disse mais um monte de coisas desse tipo e para completar virou-se para a minha afilhada e disse?
    “Não tem nada disso de homem com homem não! Isso é errado, é feio e é muito nojento. Deus não gosta e castiga. Não acredita nessas coisas que sua madrinha te diz não. Isso é muito errado, tah?”

    Queria acrescentar que meu pai é ateu e eu sou evangélica. A situação foi tão absurda que eu tirei ela de casa e nem soube muito o que dizer pra ela depois. Quando vi a mãe dela contei o que aconteceu e ela me deu o maior apoio. Disse que eu devia continuar conversando com minha afilhada porquê ela me escuta e respeita muito. A mãe é uma pessoa com uma mente muito diferente da do pai. O homem que ela chamou para ser padrinho da minha afilhada é seu amigo há mais de vinte anos e um homossexual assumido. Então quando se trata do assunto sexualidade (e em vários outros pontos) nós concordamos em trabalhar com minha afilhada para que cresça e se desenvolva com o mínimo de preconceito e sempre sabendo que, para nós, o mais importante é o amor e que poderá sempre conversar conosco de forma aberta e com confiança.
    É uma tarefa diária, e que enfrento com alegria. Pensar que as crianças não entendem, ou não entenderiam do assunto é bobagem. É como foi dito no texto, elas estão atentas a tudo e sabem de mais coisas do que podemos supor. É possível abordar o tema de forma natural e simples, sem que fira a “inocência” das mesmas. E acredito quanto antes tratar com as crianças não só sobre esse, mas outros pontos que afetam minorias oprimidas, melhor para as próprias crianças e para a sociedade que buscamos alcançar

    • NightRose_theAngel

      O mundo precisa de mais mulheres como você!

    • Vitor Urubatan

      Muito boa sua atitude.
      Rsss a ideia é deixar que os pequenos não carreguem os problemas do passado. Um adia um mundo será deles e se a grande maioria for educado e instruído como você fez, teremos um avanço para respeitar uns aos outros.