Feminismo | 16 filmes para assistir com crianças

Ontem meu filho chegou com um origami em formato de flor da escola para me homenagear no Dia das Mulheres. Ele estava muito feliz com o presente e, como qualquer mãe, agradeci, abracei, beijei e coloquei a dobradura em lugar de honra na minha estante.

Mais tarde, conversando, perguntei se ele sabia o que era o Dia da Mulher. “É um dia que só dão presentes pras mulheres.” Por que? “Porque gostam delas e acham que elas merecem.” STOP: feminist time!

Expliquei, por alto, a origem do Dia Internacional da Mulher e ressaltei que ele existia porque as mulheres ainda não tinham os mesmos direitos que os homens. “Como a Mulan, meu filho. Lembra que ela queria lutar no lugar do pai dela mas não deixavam?” Ele lembrou e concordou.

Com isso em mente, separamos alguns filmes infantis que podem ser usados para começar uma conversa sobre equidade de direitos e representatividade das mulheres. Como eles estão em ordem cronológica, é importante lembrar que nem todos são politicamente corretos, e como tudo o que indicamos aqui: é importante assistir com as crianças e discutir sobre todos os pontos abordados. Vamos lá?

1. O Mágico de Oz (1939)

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O que é tão incrível sobre O Mágico de Oz é que apesar de existirem vários personagens cativantes, Dorothy não deixa dúvidas sobre seu papel de protagonista. Ao longo de toda a jornada em Oz é ela quem coloca cada pessoa em seu lugar, e sua determinação para chegar em casa é maior do que o poder de qualquer bruxa. Sua relação com a Bruxa Boa do Sul também é bem bonita, apesar de que podia haver mais sororidade entre essas bruxas, não é?

Mas um dos principais pontos do filme é que não há romance. Há amizade, companheirismo e superação, mas não há espaço para uma história de amor idealizada. Dorothy ama seus tios, seu cachorro e sua casa e para recuperá-los, ela enfrenta magos, bruxas e macacos voadores!

Não está disponível no Netflix, mas é fácil de encontrar em DVD.

2. Mary Poppins (1964)

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Sim, ela trabalha em uma profissão feminina e é delicada e gentil. Mas Mary Poppins é uma das personagens femininas mais incríveis do universo Disney e não para por aí.

O filme é uma adaptação do livro homônimo de P.L. Travers, escritora australiana supostamente bissexual que jamais se casou e negou diversas vezes os direitos de filmagem ao magnata Walt Disney, conseguindo um acordo de $100 mil, a maior soma jamais conseguida na época, além de uma cláusula que garantia total controle criativo do script.

O primeiro livro é de 1934 e o filme de 1964, ambientado na década de 1910. Na adaptação, a Sra. Banks, mãe dos meninos sob cuidado de Mary Poppins, é uma suffragette ou sufragista, termo usado para mulheres que lutavam pelo direito de voto de outras mulheres no início do séc XX. Ainda que caricatural, é interessante ter essa figura e explicá-la para crianças. “Queremos existir também, e ter direitos iguais. Mulher amordaçada e aprisionada não! Jamais!”

Além disso, Mary Poppins é um excelente exemplo de mulher bem-resolvida. Apesar de seus interesses românticos (isso, no plural) ficarem dúbios, ela não se deixa prender por eles quando “o vento sopra” e acaba seu tempo ali. Mary Poppins cumpre seu dever naquele local e, não sem alguma emotividade, parte para o próximo trabalho.

Disponível no Netflix e em DVD.

3. Alice no País das Maravilhas (1951)

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Apesar de toda a controvérsia que circunda o livro que originou o filme Alice no País das Maravilhas, mais uma vez temos uma história de uma menina fora dos padrões: teimosa e impaciente, ninguém levantaria uma sobrancelha para este comportamento se Alice fosse um menino.

Assim como em O Mágico de Oz, não há sequer o suspiro de um romance idealizado em Alice, e ela supera todos os desafios com a ajuda de amigos ou sozinha.

Disponível no Netflix e em DVD.

4. Labirinto (1986)

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Esse filme é… esquisito. Ao menos foi o que meu filho achou. O filme que inspirou Super Xuxa Contra o Baixo Astral foi feito pela Lucasfilm e tem produção do próprio George Lucas e fala sobre Sarah, uma menina humana que entra em um labirinto para recuperar seu irmão bebê, sequestrado pelo Rei dos Duendes, interpretado por David Bowie.

Assim como as protagonistas dos filmes já citados, Sarah consegue vencer os desafios do labirinto com a ajuda de habitantes do local, mas no final acaba em uma cena de romance com o Rei dos Duendes – eu já falei que ele é interpretado por David Bowie, que já devia ter uns 80 anos na época? Enfim, Labirinto sequer passa no teste de Bechdel e entra aqui por ser um dos poucos filmes de fantasia da época a ser protagonizados por uma personagem feminina.

Não tem no Netflix e os DVDs são raros.

5. O Serviço de Entregas de Kiki (1989)

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Esse é um dos favoritos aqui em casa, então sou suspeita para falar dele. O Estúdio Ghibli é mestre em protagonistas femininas que chutam bundas, e Kiki é uma das primeiras. Seu predecessor Meu Vizinho Totoro ganha menção honrosa, mas Kiki é um filme ainda mais representativo.

Trata-se de uma bruxa inexperiente que sai da casa dos pais aos 11 anos, arranja um emprego e se vira inteiramente sozinha para ganhar dinheiro e aprender magia. Kiki não é apenas mágica: ela é empreendedora, gentil e justa.

Apesar de uma insinuação mais do que sutil de um possível interesse amoroso do amigo Tonto, é Kiki quem o salva – e à cidade – no final.

Não está disponível em DVD, mas os DVDs e Blue Rays podem ser encontrados em boas lojas.

6. Agora e Sempre (1995)

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Um dos poucos filmes de aventura com protagonistas mulheres, esse filme também é dirigido e escrito por mulheres (talvez por isso seja tão interessante). 4 mulheres lembram de um verão em 1970, onde vários eventos abalaram a pequena cidade onde moravam ao mesmo tempo em que elas eram abaladas pela chegada da adolescência.

Eu não preciso dizer o quanto amo este filme e o quanto ele me marcou. É uma lição de sororidade do começo ao fim, com personagens extremamente complexas e diversificadas. Temos da “menina joãozinho” que se recusa a ter seios e os prende com fita adesiva sob a camisa para que eles não apareçam à que coloca balões cheios de pudim no sutiã para parecer que tem seios. Da que começa a ter problemas com o peso à que está passando pela separação dos pais.

É um filme lindo que deve ser mostrado para todas as pré-adolescentes, por isso não vou dar spoilers da trama aqui.

Não tem no Netflix e os DVDs são raros.

7. A Princesinha (1995)

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A razão para este filme estar aqui pode ser controversa, mas eu confesso que no fim das contas ele entrou porque eu o adoro. Dirigido por Alfonso Cuáron (que também dirigiu o meu filme favorito da franquia Harry Potter e o incrível Gravidade), o filme é herdeiro de O Jardim Secreto, duas adaptações de livros do autor Frances Hodgson Burnett que se passam no auge da colonização da Índia pela Inglaterra.

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Ambos mostram a infância privilegiada das protagonistas como filhas de oficiais ingleses na Índia, com a diferença que Sarah, A Princesinha, ao contrário de Mary, não é mimada e antipática. Sarah é inteligente, criativa, educada e é por isso que, após ficar órfã e destituída de bens materiais, continua se portando como uma princesa.

Aqui é o ponto controverso: Sarah diz, mais de uma vez no filme, que todas as meninas são princesas. O que, para quem associa ser princesa com as princesas da Disney, pode parecer algo prejudicial. Para Sarah, o termo “princesa” não significa conseguir tudo o que você quer o tempo todo, ter dinheiro, morar em um castelo, ser linda e esperar a chegada do príncipe encantado. Todas as meninas são princesas, porque todas são seres humanos que merecem amor, respeito e compreensão. Não é algo exclusivo que te distancia dos demais, é algo compartilhado por todas as meninas, até as malvadas.

Não tem no Netflix e os DVDs são raros.

8. Matilda (1996)

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Mais um filme lindo adaptado de um livro lindo. Falamos de Matilda no nosso post de cosplays feministas para crianças, mas vamos falar dela de novo até que todos no mundo estejam cativados por essa menina incrível que é Matilda.

Trata-se de uma menina com misteriosos poderes telecinéticos e uma inteligência acima da média que vive em uma família medíocre que não percebe esses traços excepcionais. Matilda é uma metáfora para qualquer menina que se sinta desvalorizada no meio onde vive, sem deixar explícito que é um preconceito de gênero (no filme, a crítica é muito mais ao American Way of Life do que a um sexismo).

Todas as principais personagens de Matilda são mulheres. Da terrível Sra. Trunchbull à adorável Srta. Honey, o filme consegue usar estereótipos de maneira inteligente e mágica.

Disponível no Netflix.

9. Mulan (1998)

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Mulan é um dos filmes mais feministas da Disney, apesar de passar raspando no teste de Bechdel. Um filme sobre uma menina que não se encaixa no papel esperado para ela e resolve subvertê-lo para salvar seu pai. Mulan é inteligente, ágil e esperta, e o filme explora isso de maneira extremamente divertida.

Além de representar uma mulher que foge do padrão eurocêntrico até então adotado pela Disney, Mulan também ganha pontos em representatividade por ter escalado principalmente atores asiáticos para a dublagem. O que é irrelevante para as crianças, é claro.

Não está disponível no Netflix, mas é fácil de encontrar em DVD.

10. A Viagem de Chihiro (2001)

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Sim, Studio Ghibli de novo. Arrisco-me a dizer que este foi o filme que tornou o Studio Ghibli amplamente conhecido no ocidente após ganhar o Oscar de Melhor Animação em 2003.

Chihiro é uma excelente protagonista feminina, pois é complexa. Ela sente medo, mas é corajosa. Ela é independente, mas conta com a ajuda. É justa e leal. E A Viagem de Chihiro é um excelente filme para introduzir crianças mais velhas (acima de 5 anos) à animação japonesa, bem diferente da animação ocidental. Digo crianças mais velhas porque algumas cenas podem ser perturbadoras para crianças impressionáveis como a minha. Para crianças mais novas, o já citado Totoro é imprescindível.

Não está disponível em DVD, mas os DVDs e Blue Rays podem ser encontrados em boas lojas.

11. Os Thornberrys – O Filme (2002)

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Você poderia pensar que as crianças que não aproveitaram o hype de Os Thornberrys quando era exibido na Nickelodeon, não vão aproveitar muito este filme. Você pensaria errado.

Se você não se lembra do programa, é sobre uma família de apresentadores de programas sobre a natureza selvagem que mora em uma casa móvel e viajam pelo mundo. A filha mais nova, Eliza, consegue falar com animais, e a mais velha, Debbie, detesta a vida da família e é fã da civilização moderna. O filme foca na relação entre as duas e dispensa qualquer conhecimento prévio sobre a série para ser aproveitado. Sim, ele cai em alguns clichês, mas é um filme sobre amadurecimento e amor fraterno, além de ser extremamente divertido.

Não tem no Netflix e os DVDs são raros.

12. O Castelo Animado (2004)

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Mais um do Estúdio Ghibli com uma protagonista feminina forte e decidida. Neste filme recomendado para crianças acima de 8 anos (tem cenas de guerra e bastante sangue), além de desafiar papéis de gênero, a protagonista também desafia estereótipos. Sophie se compara com a irmã e se acha feia, portanto seu foco é ser trabalhadora e dedicada. Ao se meter nas confusões de Howl, o feiticeiro, e acabar enfeitiçada, ela não hesita em resolver o assunto com as próprias mãos. Ela passa a maior parte do filme como uma velhinha, e isso acaba ajudando-a mais do que atrapalhando.

Sim, tem romance. Sophie acaba apaixonada por Howl, que é bonito e um tanto vaidoso e superficial, mas novamente: é ela quem o salva de si mesmo e salva o dia. Esse é o charme das protagonistas de Miyazaki: seu gênero acaba irrelevante. A animação é excelente, o roteiro é cativante e o filme é divertido sem gritar feminista. Não que tenhamos algum problema com isso, é claro.

Não está disponível no Netflix, mas os DVDs e Blue Rays podem ser encontrados em boas lojas.

13. A Menina e o Porquinho (2006)

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O título é uma tradução não-fidedigna de um dos livros infantis de maior sucesso nos EUA: Charlotte’s Web (ou A Teia de Charlotte), o que faria juz à personagem mais importante do filme: Charlotte, a aranha.

Sim, Dakota Fanning está adorável como Fern, a corajosa menina que salva o menor porquinho da ninhada de seu terrível destino no abatedouro, mas Charlotte é quem o continua salvando. O filme é uma lição de compaixão e aceitação. Charlotte supera a barreira da aparência com sua graça e inteligência, tornando-a um excelente ponto de debate sobre o assunto.

É um filme extremamente emocionante, então se você tiver uma criancinha sensível em casa, prepare duas caixas de lencinhos.

Disponível no Netflix e em DVD.

14. Coraline (2009)*

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A excelente adaptação do excelente livro de Neil Gaiman é sombria o suficiente para ser indicada para crianças acima de 8 anos, mas é encantadora o suficiente para estar aqui. Coraline – não Caroline – é uma garota insatisfeita com a recente mudança para uma casa antiga e a aparente apatia de seus pais em relação a ela.

O filme tira nota máxima no teste de Bechdel graças aos diálogos de Coraline e sua(s) mãe(s), que aliás, são figuras interessantíssimas para o diálogo. Coraline sente-se preterida por sua mãe de verdade, que trabalha em casa, não cozinha e não presta atenção na filha, e projeta sua idealização de como deveria ser uma mãe na mãe de botão, que faz o jantar, lê histórias e se preocupa com a menina. No fim dessa história que retrata o amadurecimento de Coraline, ela percebe que sua mãe é valiosa mesmo sem se encaixar nos padrões esperados.

Não está disponível no Netflix, mas é fácil de encontrar em DVD.

15. A Princesa e o Sapo (2009)*

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Recentemente a Disney lançou um teaser dizendo que tem um filme completo, já animado, com uma princesa indiana como protagonista. Disseram que não irão lançá-lo nem tão cedo, porque o mundo não está pronto para uma princesa indiana, eles acharam que o mundo estava pronto para uma princesa negra e se enganaram, não cometeriam o mesmo erro.

Será que era mesmo o mundo que não estava pronto para uma princesa negra, ou além da princesa negra (que passa a maior parte do filme como um sapo), a Disney lançou um filme em 2D no início da transição para filmes em 3D? Acho que nunca saberemos.

Eu havia esquecido de colocar A Princesa e o Sapo aqui porque apesar de ser um marco no quesito representatividade e ter uma excelente trilha sonora, este não é um dos filmes que mais me marcaram na filmografia da Disney. Mas ele é extremamente importante pois, além de ser um ponto fora da curva dos filmes eurocêntricos e mostrar um pouco da cultura afro e crioula do sul dos EUA, ele retrata uma jovem negra trabalhadora cujo maior sonho não é se casar com um príncipe, mas ser dona de seu próprio negócio.

16. Valente (2012)

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Meu filme favorito da Disney/Pixar e isso é dizer bastante. É mais uma história de uma menina que não se encaixa nos padrões esperados e por isso muda esses padrões. Será essa a Jornada da Heroína? Merida e sua mãe, Elinor, são personagens incríveis e a lição de família que o filme passa é bastante forte. Valente dispensa apresentações.

Menções Honrosas: 

Os filmes abaixo não entraram na listagem por terem elementos controversos, porque eu ainda não os assisti para poder dar uma opinião verdadeira, ou porque já não precisam constar em nenhuma lista de filmes empoderadores.

1. Bernardo e Bianca (1977) (Disponível em DVD)
2. A Ratinha Valente (1982) (Netflix)
3. As Novas Aventuras de Pippi Meialonga (1989) (Não tem no Netflix e DVDs são raros)
4. Lilo & Stitch (2002) (Netflix e DVD)
5. Deu a Louca na Chapeuzinho (2005)  (Netflix e DVD)
6. Ponyo (2008) (Netflix e DVD)
7. O Mundo dos Pequeninos (2010) (Não tem no Netflix e DVDs são raros)
8. Enrolados (2010) (Netflix e DVD)
9. Frozen (2013) (Não tem no Netflix mas tem EM TODOS OS LUGARES)

*UPDATE: esses filmes foram adicionados depois por pura falta de atenção da blogueira.

Faltou algum filme? Você tem alguma sugestão?

Nanda Café

Nanda Café

Feminista que faz ballet e adora cor-de-rosa. Gosta de RPG, fantasia medieval, anime água-com-açúcar e é #teammarvel apesar de Sandman ser da Vertigo. Começou a estudar Quenya, mas como não dava pra fazer isso enquanto comia, desistiu de ser elfa e admitiu para si sua natureza hobitesca.
Nanda Café

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  • Denise

    Adorei o filmes! Já assisti muitos deles com meu filho, de 6 anos. Alguns, como Coraline, Ponyo e Lilo & Stitch mais de 10 vezes!!! E para ele nunca fez diferença se a protagonista era menina ou menino… Ele curte a estória contada, as aventuras. Sabe qual programa ele (e eu) adorava e mostrava meninas e meninos brincando juntos – apesar de eu achar que a menina era a protagonista? Backyardigans! A Uniqua está em todos os episódios e é, pra mim pelo menos, a líder da turminha.

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  • Kawa Chan

    Olá, tudo bem… gostei muitas das suas sugestões. Lembro que assisti À Princesinha na sessão da tarde… e é uma pena O Jardim Secreto não aparecer ma lista, na minha humilde opinião, considero-o melhor do que A Princesinha. No mais, gostaria apenas de retificar um dado, Frances Hodgson Burnett é uma mulher https://pt.wikipedia.org/wiki/Frances_Hodgson_Burnett 😉

  • Juliana

    Olá, tudo bom? Adorei o post, gostei das sugestões!

    Sobre o Mágico de Oz: Embora no filme a sororidade não seja retratada, há um livro do autor Gregory Maguire chamado Wicked, que conta o que aconteceu antes da Dorothy chegar até Oz. Este livro deu origem a uma peça da Broadway, de mesmo nome, na qual a sororidade é o tema central! A Bruxa Má do Oeste e a Bruxa Boa do Norte são as protagonistas e a amizade entre as duas é um tema recorrente ao longo da peça.

    Outro filme legal que apresenta bastante a sororidade é um antiguinho, dos anos 90, chamado Caçadoras de Aventuras, com a Christina Ricci e a Ana Chlumsky (aquela do “Meu Primeiro Amor”). É o típico filme de Sessão da Tarde, mas que também tem como tema principal a amizade entre duas protagonistas mulheres =D

    PS: Por coincidência,o musical Wicked está em cartaz em São Paulo, vale a pena conferir se puder, é lindo!!! <3