Blog | Como NÃO falar de amamentação

1: – Você acha que o fim do futuro, ou o Fim dos Tempos da DC, é uma revista que você não consegue parar de olhar, tipo mãe amamentando?
2: – Cara, Diogo…
1: – Ah, você não consegue parar de olhar.
2: – Não, cara. Eu acho horroroso, cara.
1: – Mas tu não consegue… Cara, se tem uma mãe amamentando no local, você pode estar de costas, mas o seu sonar, ele tá captando ali.
2: – Diogo, isso é você cara. Às vezes tu entra no metrô e aí tem aquela mulher amamentando e é tipo ‘moça: guarde o seu peito, assim tipo, você está no metrô.’
1: – Eu também acho. Eu também acho. Mas é assim, tipo, isso, mas…
3: – Eu não acho não. Eu acho que é normal… Mas concordo com o Diogo que é muito difícil você não olhar seja por qual for a razão, porque isso tá no nosso DNA, a atração ali é super natural.
1: – Se você mulher acha que a gente tem que ser mais ‘ai, que babaquice’, desculpa. Tipo… (risos) não depende de escolha, pelo menos pra mim.
3: – Ah, dá vontade de olhar, ué. Fazer o que?
1: – Meu olho vai automaticamente.
3: – É tipo a atração gravitacional do decote.
2: – Eu acho meio bizarro porque é um momento de… É um momento de amamentar, é um momento de dar a vida, e, olhar com teor sexual eu vou confessar que eu nunca consegui não.
3: – Não, eu acho que você olha pelos dois, entende? Às vezes por um teor sexual, porque de repente a menina te atrai e natural pra você se você gosta daquilo, e de repente você olha por uma herança mesmo, memória, tipo, é instintivo o seio. Tipo, seio, BUM, você bate o olho. Até mulher tem isso, cara.
1: – Você na verdade afasta o olho por causa da lembrança erótica da parada. Você é atraído por outro motivo.
3: – É  muito confuso, cara. É confuso como a DC Comics.

O diálogo acima foi transcrito, palavra a palavra, de um podcast brasileiro muito famoso. Este programa, que foi ao ar no dia 05 de junho, tinha como proposta discutir a HQ da DC Comics, Fim dos Tempos. Então se você, como eu fazia, tem o costume de ouvir podcasts enquanto amamenta, sugiro que pule o programa para o leite não secar.

Eu não sei nem por onde começar, porque sinto como se tivesse levado um soco no estômago. Sabem, é difícil ser mulher no meio nerd. É muito difícil ser mãe no meio nerd. E praticamente impossível ainda falar de temas como gravidez, parto e amamentação e manter o conteúdo ligado à cultura pop, como tentamos fazer aqui no Pac Mãe. E o diálogo acima ilustra perfeitamente os motivos pelos quais isso e tão difícil.

A transcrição não faz jus ao tom utilizado pelo apresentador para expressar seu horror pela amamentação. Sabem, aquela coisa realmente horrorosa de alimentar um ser humano que depende de você para tal? Aquela aberração que tem benefícios a longo prazo para as crianças alimentadas por leite materno nos primeiros meses de vida (e benefícios ainda maiores para os que continuam a ser amamentados depois)? Não é realmente terrível que transeuntes tenham que se submeter a um ato tão vil quanto uma mãe amamentando uma criança?

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Mas claro, ele não consegue deixar de olhar. Porque é instintivo. Todos sabemos que seres humanos não são animais racionais e são incapazes de controlar seus instintos. Ao menos enquanto são… bebês. Quando eles são bebês, não conseguem controlar a hora em que vão sentir fome. E quando não conseguem controlar, bem, eles choram. Se coubesse ao excelentíssimo podcaster, a criança iria chorando durante todo o trajeto do metrô porque seus sensíveis olhos não podem ser agredidos pela horrorosa amamentação.

 

Sabem, matadores, essa desculpa do instinto é usada para diversos outros atos. Cantadas na rua, por exemplo. Ou estupros. Se vocês não conseguem controlar o campo visual de vocês com um simples ato de virar a cabeça, ou colocar dentro dela o fato de que a amamentação, sim, é instintiva e não tem nada a ver com você, o que mais vocês não conseguem controlar? Usar o instinto como justificativa é irresponsável e francamente, ridículo.

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Vejam bem: eu estou perfeitamente ciente de que o podcast em questão é composto de opiniões de bosta. Embora eu concorde absolutamente com isso, não sou eu quem digo: são os próprios apresentadores. E apesar dessas opiniões de bosta serem em geral machistas, misóginas e preconceituosas, foi a gratuidade deste assunto em específico que me atingiu. Era um episódio sobre quadrinhos! A pororoca de chorume veio do nada, sem necessidade, passou incólume pela edição e chegou ao ouvido de milhares de jovens (em sua maioria homens).

Vocês querem falar de amamentação e quadrinhos? Excelente, eu também! Por exemplo, quando falei de The Walking Dead, fiz questão de lembrar que em um cenário pós-apocalíptico, a amamentação é a única forma de manter uma criança viva, assim como fizeram os autores:

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Quando falei sobre Saga eu nem precisei lembrar da amamentação: ela está lá na capa. E não está lá para o deleite visual dos homens leitores, está lá, novamente, porque os protagonistas estão em um cenário onde a amamentação é o que? Isso mesmo: necessária.amamentação6

Aliás, já que vocês manjam tanto de quadrinhos, devem lembrar que o Brian K. Vaughan, autor de Saga e recorrente nos prêmios Eisner, tende a colocar a amamentação em seus quadrinhos de forma absolutamente natural, porque como pai de dois filhos, ele entende o que o ato representa. A cena abaixo é um recorte de um quadro de Y: The Last Man.

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Passaria despercebida por qualquer pessoa, mas não por uma mãe que amamentou. Sabem, a representação materna nas HQs é bastante problemática. Como eu disse, é extra-difícil ser mãe no meio nerd. E a representação não é o único problema: em eventos, raramente existem fraldários, banheiros familiares ou locais apropriados para a amamentação.

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Não que sejam necessários, porque amamentar em público não deveria ser um problema.

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Mas é. E parece que vai continuar a ser por muito tempo. Com a contribuição de vocês, formadores de opinião, produtores de conteúdo na internet, que fazem questão de perpetuar esses conceitos extremamente equivocados de que mulheres são objetos a serem olhados, seios são para uso exclusivamente sexual e que são nojentos quando não estão sendo utilizados para tal fim.

E o mais curioso é que duas semanas depois deste episódio eles lançam um conteúdo sobre feminismo. MRG: apenas pare!

verycrafty

 

Nanda Café

Nanda Café

Feminista que faz ballet e adora cor-de-rosa. Gosta de RPG, fantasia medieval, anime água-com-açúcar e é #teammarvel apesar de Sandman ser da Vertigo. Começou a estudar Quenya, mas como não dava pra fazer isso enquanto comia, desistiu de ser elfa e admitiu para si sua natureza hobitesca.
Nanda Café

Talvez você goste de:

  • Lianne

    Vc <3

  • JCCyC

    1) Véi, na boa, vagabundo entra 37 vezes na fila pra ser escroto. Vatipaporra. Me diz qual o nome desse podcast pra eu NÃO escutar, por favor.

    2) Esse bebê do Saga tem chifres mesmo?

    3) Achei este blog agora e já gostei. A começar pelo nome!

    • Cristiano Lagame

      Também estou tentando descobrir qual é… Quem poderá nos ajudar?

      • Renan Rafael

        Matando robôs gigantes (MRG)

    • Cristiano Lagame

      Já descobri!!! Foi o MRG.

    • Maxoel Costa

      O pai do bebê é de uma raça que tem chifres e a mãe de uma raça que tem asas. Daí, o bebê tem asas e chifres

    • 1) Eu coloquei o nome do podcast no finalzinho porque não queria chamar a atenção para os indivíduos, mas dei dicas ao longo do texto. O pessoal aí embaixo já falou, né?

      2) TEM. Chifres E asas.

      3) Obrigada! <3

      • Já tô lendo a série. Excelente. E aproveitei pra pegar também o Ex Machina (do qual eu só havia lido o arco “Símbolo”). Esse autor é dos bons.

        Esse idioma com jeitão latino que os caras da Wreath falam é Esperanto? (Pesquisa) É. É sim.

  • muitas vezes o lado pessoal dos nossos “herois” sao apenas toscos, como a maioria desinformada. Preconceituoso como nossa cultura baseada numa única religião preconceituosa, mas passível de evoluir como qq ser humano que possa se empoderar alem dos seus limites através de informação.

    Não sei se vc gostaria, ou se eles tiveram acesso a esse seu maravilhoso texto… mas como um (mini) podcaster, e pai, e me colocando no lugar de qm cometeu esse terrivel ERRO, adoraria tomar esse prestençao q seu texto dá!

    parabens por se manifestar! o/

    • Joh, eu tentei falar com eles via Twitter mas não obtive resposta direta. Desisti e escrevi esse texto-desabafo. Agora estou vendo indiretas dos rapazes sentidos com a minha “falta de interpretação” e “descontextualização”.

      Mas o que importa é que esse texto trouxe vários leitores novos para o blog e isso é mais importante do que qualquer sentimento ferido de alguém irresponsável que se recusa a admitir que errou! :3

  • Camilla Ramos da Silva

    Este post foi tão bom que agora eu tenho que ir achar Saga pra ler :c

    • É sensacional, não vai se arrepender… se tiver comixology da pra baixar o primeiro volume de graça

    • Camilla, a Devir lançou o primeiro volume de Saga em PT-BR, mas só na mídia física ):

      Não sei onde você encontra pra comprar, mas eles têm loja virtual: http://devir.com.br/hqs/saga.php

    • Sim, ache. Eu recomendo. Excelente leitura.

  • Vanessa Rocha Soares

    É bem complicado isso. Sou mãe de 2 e meu marido vê a amamentação com algo mto natural. Já é penoso amamentar porque o mundo é extremamente maxista, e pra ajudar as contribuições são cada vez piores. Esses 2 energumenos obviamente não sabem o que é ser responsáveis por 1 vida. Obviamente os “instintos” dos 2 os mantém longe das coisas que realmente importam na vida. Ameiiiiii seu post

  • Maxoel Costa

    Eu ouço e gosto, mas de vez em quando tem umas opiniões bem escrotas, principalmente no que se refere à cotas e meritocracia.

  • Parabéns pelo texto!

  • Adriano Rodrigues

    Boa tarde, Nanda!

    Inicialmente, gostaria de esclarecer que achei muito interessante a abordagem que você fez sobre o tema. É um ótimo texto, de ideias bem articuladas e muito bem redigido. No entanto, peço licença para deixar duas observações que acho relevantes sobre o assunto, e que servem de contraponto (em termos) a alguns argumentos que foram suscitados.

    1 – Eu compartilho da opinião dos “podcasters”: quando me deparo com amamentação em público, sinto um sentimento de desconforto (“horroroso”) mesclado com o instinto de olhar. No entanto, isso não me faz acreditar que a mãe está “errada” em praticar a amamentação em público. Tenho plena ciência de que, se eu não consigo me sentir confortável, “o problema é todo meu”! O direito é da mãe e deve ser respeitado!

    Em outras palavras: eu também acho “horroroso”, mas isso NÃO me dá o direito de criticar, NÃO me dá o direito de julgar, NÃO me dá o direito de reprovar (seja particularmente ou publicamente), NÃO me dá o direito de dizer a ninguém para não agir assim. Tanto que, perante situações da espécie, tenho prezado pela seguinte conduta: tratar naturalmente. Reprimo minha vontade de olhar (em respeito à intimidade da mãe, que é um valor que deve ser respeitado!) e evito qualquer conversa ou gesto que possa causar desconforto.

    Esse mesmo argumento, por outro lado, embasa uma conclusão em sentido contrário: eu tenho o direito de achar “horrorosa” a amamentação em público. É uma percepção subjetiva que não pode ser mudada por argumentos ou fundamentos, por mais racionais e adequados que sejam. O que eu não posso é tratar desigualmente alguém nessa situação, nem promover qualquer constrangimento da espécie.

    2 – No último parágrafo do texto, você sugere que o MRG “pare” de tratar de assuntos correlacionados ao feminismo. E esse é o grande problema que tenho observado tanto nas feministas quanto nas demais intervenções da espécie: a pretensão de restringir a discussão à espaços restritos e fechados. Retirar o indigitado “opressor” da discussão.

    Isso acaba tornando o movimento uma “câmara de eco”: feministas falando para feministas. Observo isso na Universidade Pública onde eu trabalho: vê-se um coletivo de mulheres debatendo pautas extensas, desenvolvendo teorias, projetando intervenções. Mas são apenas mulheres falando para mulheres. Divergências não são bem vindas nem aceitas, porque quem diverge não tem vivência. Daí você sai da universidade e percebe que aquilo tudo não atinge ninguém: o tiozinho do cachorro quente, o motorista de táxi, a gerente do banco situado logo à frente, na mesma rua – ninguém sequer sabe do que acontece do outro lado do muro. Não atinge nem o universitário que potencialmente poderia se interessar pelo assunto, porque ele percebe a inutilidade de tentar contrapor, ressalvar e promover uma construção dialógica de pensamento. Vira um monólogo, Não há pragmatismo, pouco interfere nas relações sociais.

    O diálogo, por outro lado, constrói e divulga. Se você discorda da opinião “de merda” dos podcasters, isso te dá a oportunidade de apresentar seus argumentos, e prover ao público os meios de aderir às suas ideias. Mas para isso, a divergência deve possuir o seu espaço de fala, que também deve ser respeitado. Só assim surgem discussões tão interessantes como a presente, que você promoveu.

    Novamente, parabenizo pelo excelente texto.

    Abraço!

    • Olá Adriano! Vou te responder na ordem, ok?

      1 – Você tem o direito de achar horroroso, mas como disse, não tem o direito de expressar essa opinião (a não ser em um círculo íntimo de amigos), e principalmente, não tem o direito de querer impor essa opinião à ninguém. Seu argumento está impecável e eu não acredito ter dito algo que implicasse em tirar o direito individual de ter juízo de valor sobre qualquer ato.

      Esse juízo de valor, inclusive, vai justamente na contramão do que foi dito pelos podcasters e você não chegou a abordar. Ele não é instintivo (tanto que algumas pessoas acham sensual e se vêem no direito de encarar, outras pessoas acham desconfortável e desviam instantaneamente o olhar), ele é socialmente construído. Meu filho foi amamentado por bastante tempo e todas as crianças ao seu redor também são. Ele encara a amamentação como um ato natural e não para duas vezes para olhar ou perguntar se vê alguém amamentando. A maneira como encaramos a amamentação é fruto da socialização que recebemos, e por isso o “direito de achar horroroso” tem que ser debatido.

      2 – Sobre o MRG parar de falar sobre feminismo, foi uma construção frasal. No caso, conhecendo o conteúdo do podcast é praticamente fato de que eles não o podem fazer com embasamento. O programa é repleto de comentários machistas e a própria divulgação do conteúdo “feminista” dos rapazes é feito de forma completamente equivocada. Exemplifico: o programa em questão é um vlog sobre o FIFA 2015 com equipes femininas. A divulgação do programa é feita com comentários tipo “Compartilhe se você quer mais mulheres”, ou seja: eles não tiram a mulher da posição de objetificação nem mesmo quando se propõem a falar de feminismo.

      E por não serem conhecedores do assunto, o mais razoável a se fazer seria chamar alguém que fosse. Não o fizeram. Colocaram feminismo na pauta apenas para surfar na onda do assunto hype do momento e parecerem bons moços. Não houve desconstrução. Não há diálogo desconstrutor com seu público, que imediatamente pediu “mods de calcinha e sutiã” e desejou que “a animação dos peitinhos balançando fosse realista”. Veja, se o seu público se sente à vontade para comentar esse tipo de coisa em um conteúdo supostamente feminista que você produziu, qual é o seu histórico em relação ao feminismo? Fica bem claro que eles não estão prontos para desconstruir.

      Sobre a “câmara de eco”, eu concordo em partes com você. Estou afastada da vida acadêmica e dos espaços de militância pessoal, mas tenho me sentido muito mais confortável em grupos exclusivamente femininos de militância virtual. E sim, estou plenamente ciente de que o que “me deixa confortável” é uma posição liberal e egoísta, e que a militância virtual tem ainda menos influência no tiozinho do cachorro quente ou do motorista de táxi. Mas quando a gente sai do espaço seguro, se depara com diálogos com esse do MRG.

      Mas fico feliz de que você tenha enxergado este texto como o que ele é: uma tentativa de diálogo e desconstrução. Pode ter sido agressivo (é passional, é pessoal), mas ainda assim, é uma forma de tentar jogar aí um posicionamento diferente e problematizar aquilo que muita gente considera “uma brincadeira” ou “uma opinião de bosta”.

      Obrigada pela leitura e pelo comentário!

  • Jacqueline Lima

    Eu, sinceramente fico no meio do caminho, não me ofendi tanto, mas acho que vale a discussão. Não consigo ver nesse podcast (que ouço regularmente) um viés tão machista assim, tão pouco está próximo do ideal. As vezes eles falam coisas que não concordo, mas eu sei discernir quando é um ataque ou quando é uma opinião de bosta. E nesse caso, foi a opinião de bosta deles de que não se sentem a vontade com uma mulher amamentando em local público. E opinião mesmo sendo de bosta, ainda é uma opinião.

    No caso do Affonso, que pra mim é o que fala muita besteira quando cita instinto, tem o comportamento mais machista, pois por diversas vezes ele tenta “justificar”algumas situações em cultura (notoriamente machista), coisa que as feministas sérias tentam desconstruir. Me incomoda também essa história de gravidade do decote, olhar todo mundo olha, inclusive mulheres, mas vidrar os olhos, é desrespeitoso e agressivo. No entanto vejo nele uma vontade de se desconstruir também em outros diversos programas, e isso deve ser incentivado e só atacar não ajuda.

    Acho que realmente pra mulher que se sente à vontade amamentar sem se cobrir, vá em frente, faça como quiser e tem mais é que fazer mesmo. Porém existem mulheres que, assim como eu e a menina que escreveu pra eles a pouco sobre amamentação, talvez optem por não se exporem, amamentarei em qualquer lugar, mas não vou deixar meu seio à mostra.

    Não vejo problema NENHUM em eles falarem sobre feminismo, pois só falando que descobrimos os erros nas interpretações e nos discursos. E sim, quero que cometam mais erros e que falem mais, pois assim podemos mostrar aos próprios como e porque temos que ser mais igualitários.

    Seu texto, na minha visão, foi muito passional o que é compreensível, mas acho que podemos ao invés de só criticar e ficar estupefata devemos ajudar a tentar desconstruir. Um ponto importante é lembrar que eu não os vejo sendo agressivos e sim enrolados por isso a tentativa de ajudá-los é muito válida.

    • Se as feministas tivessem todas o seu discurso ponderado e imparcial, seriam bem mais ouvidas. Parabéns pela lucidez. O machismo é um problema da sociedade como um todo. As pessoas se comportam como aprenderam, homens e mulheres. É preciso vir com um diálogo respeitoso, apontando a falha que perceber, e ver como isso é recebido por quem cometeu o erro. Costumava ouvir o MRG, parei porque na época houve uma queda de qualidade. Mas os participantes me parecem ser bem razoáveis e acredito que receberiam bem essa crítica se tivessem tido oportunidade.

      • É, porque o machismo tem um discurso super ponderado e imparcial, né? Sua sugestão é que quando eu for cantada na rua eu seja respeitosa na resposta? Ou quando um ser dominado pelo instinto estiver olhando avidamente enquanto amamento meu bebê, eu peça com licencinha?

        Algo que eu realmente não aceito é um homem dizendo como eu devo agir ou me comportar – principalmente para falar com outros homens. Isso é tão condescendente que chega a ser insultante. Como respondi ao comentário acima: eu tentei diálogo com eles. Eles tiveram a oportunidade de receber a crítica antes do texto ser publicado, mas a acho que o silêncio deles em relação ao tópico (ao menos até a repercussão do texto) mostra que eles preferiram não agarrá-la.

        • Não sabia que tinha tentado contato. Mas você falou lá com toda essa raiva que está mostrando agora? Eu não me ofendo com mulheres amamentando nem nunca dei cantada em ninguém na rua. Mas mesmo assim tenho que ouvir que devo ficar calado quando discordo de algum ponto em um discurso feito feminista. Você não tem que aceitar ou deixar de aceitar. A partir do momento que expressa sua opinião sobre outras pessoas publicamente esta sujeita a ouvir opinião de qualquer um dos gêneros. Se você não permite que homens expressem sua opinião sobre o comportamento de mulheres, você não é feminista, é “femista”. Ser mulher não lhe faz dona do feminismo ou dona do gênero feminino. Você tem um ponto importante no seu texto, que se perdeu quando se tornou parcial (e essa é simplesmente a minha opinião). O machismo deve ser discutido e combatido por ambos os gêneros. Não fui condescendente, espero que possa perceber isso. Só acho, dentro do meu direito de achar, que espero seja respeitado independentemente de meu gênero, que as coisas podem ser discutidas sem levar tudo a um quase discurso de ódio. E acho que algumas feministas poderiam evitar o discurso excludente. Existem muitos homens do lado de vocês e muitos que ainda estão na ignorância. Ao contrário disso, sou uma pessoa bem esclarecida. Você poderia só considerar minhas palavras por isso e avaliar se fazem ou não sentido, ao invés de verificar meu gênero antes de opinar. (desculpe pelo parágrafo longo. Estou no celular)

          • Nádia Lapa

            Mulher não pode ter raiva? Uma mulher é espancada no Brasil a cada 12 segundos. A gente devia estar fazendo muito pior.

          • Elenita

            Existem muitos homens do nosso lado? Homens assim tipo você?

            Dispensamos.

        • Jacqueline Lima

          Oi Nanda! Eu novamente entendo e concordo em partes com esse seu comentário aqui, mas eis minhas opiniões.

          Sabe uma coisa que me assusta? Responder desrespeito com desrespeito, responder agressão (qualquer que seja ela) com agressão. Sua tentativa de diálogo foi até além do que tenho certeza muitos esperam, principalmente quando machistas pensam sobre feministas e é de muita valia. Espero de verdade que eles sejam sensatos e em algum momento se pronunciem sobre.

          Completando, ninguém me diz o que fazer, REPITO NINGUÉM. Homem, mulher, transexual, homossexual … enfim ninguém. Mas me permito conversar com qualquer um, seja ele o mais idiota ou babaca que for. Porque eu acredito no poder do diálogo e do entendimento.

          Até vc chegar a esse patamar de poder de fala e de empoderamento, você foi se construindo sozinha, ou com ajuda de alguém, mas não é porque vc chegou até aí pelos seus esforços (sejam eles porque caminhos foram) que os outros não precisem ou não mereçam ajuda.
          Se não é você a pessoa com essa vontade, é seu direito mas acho complicado colocar como insultante a atitude de quem o tenta fazer.

          Obrigada pelo debate, adoro esses tipo de conversas :*

      • Se os machos não andassem estuprando, esquartejando, mutilando, assassinando mulheres todos os dias, a gente poderia estar sentada calminha aqui enquanto vocês falam essas asneiras na internet. Ninguém é feminista pra ganhar biscoito de macho não, somos feministas por que precisamos conquistar NOSSOS DIREITOS BÁSICOS NA UNHA enquanto vocês tão aí curtindo o privilégio que tem. Se você acha que feminista tem que ser dócil pra agradar machinho babaca de internet, volta mil casas na vida pq você sequer deveria poder pronunciar a palavra feminista.

      • Não faça isso, Werner. Não venha criticar uma coisa que não te atinge, não venha com esse papo de “feminismo de verdade” ou com “discurso ponderado e imparcial”. Assim como vc, tem muito homem preocupado com o nosso tom e com as nossas críticas e não fazem porra nenhuma pra mudar de comportamento ou para rever privilégios. Tão fazendo o que sempre fizeram, cerceando nosso direito de protestar contra as injustiças cometidas com as minorias.

        Mulheres morrem todos os dias por causa do machismo de seus companheiros e você tá se preocupando com o tom da crítica? Ora, me poupe.

        • Oi, Lady Sybylla
          é o seguinte, a internet está cheia de discurso de ódio em todos os assuntos. E, à vezes, se perdem boas oportunidades de se abrir uma discussão saudável por causa da parcialidade. Eu só acho que existem casos e casos. Quando abri a matéria achava que seria mais esclarecedora e “educativa”, mas me deparei com um pouco de mais do mesmo (o velho “desabafo”).

          Eu acho que as pessoas devem conversar com as outras pela internet como se tivessem “falando com as suas avós” (essa foi uma sugestão de uma mulher). Tentarem se insultar menos. É só um ponto de vista pessoal meu que acho que se aplica a boa parte dos casos de discordância.

          Por outro lado, excluir os homens da discussão quando têm um ponto que diverge (quando, nesse caso, concordam com o ponto de vista de outra mulher, até) apenas por serem homens é intransigência, é preconceito. Eu nunca disse que não era pra haver protesto. Isso é uma distorção do que eu disse. O que é lamentável.

          O feminismo não é um clube em que vocês decidem quem entra ou não. Não é assim que funciona. Vocês sabem que é assim que são as ideologias. Mas quando as pessoas se cercam de outras que pensam igual e recebem reforço positivo frequente dessas, acabam se alienando (no sentido original da palavra). É o que ocorre na religião.

          O próprio termo “feminismo” foi criado por um homem (e existem muitos homens feministas – o Thiago Leite, meu amigo, por exemplo, do Teia Neuronial e Mitose Neural, que você deve conhecer, é feminista com vários textos sobre o assunto).

          Fora isso, muitas mulheres não foram estupradas (ou mortas)… lutam no combate dessa parte por empatia. A empatia não é limitada ao gênero. Eu sofri abuso sexual na infância, eu acredito que posso falar com bastante propriedade sobre a sensação horrível que isso causa.

          Da parte que me cabe, sou professor universitário de engenharia (em um curso onde mais da metade é mulher). O tema da mulher na engenharia, mulher e trabalho, competências… de vez em quando vêm à tona naturalmente. Além disso, sou casado com uma feminista (que não quer ter filhos e é pro-aborto, por exemplo. Dentre outras coisas que não me cabem revelar). Eu me considero uma pessoa esclarecida e desempenho bem meu papel de formador de opinião dentro dos limites que me estão disponíveis.

          Só por ser homem, eu preciso ser um ativista de sair levando bandeira na rua pra ter credibilidade, mas se for mulher posso falar o que quiser? Errado!

          Machismo não “hominismo”. Sou homem e não sou machista (se você tivesse oportunidade de perguntar a qualquer pessoa que me conhece, saberia).

          Lembre-se (citando uma das bandeiras propagadas na internet):

          “Eu não preciso ser mulher para lutar contra o machismo”
          “Eu não preciso ser gay para lutar contra a homofobia”
          “Eu não preciso ser negro para lutar contra o racismo”

          “Eu não preciso ser trans para lutar contra a transfobia”
          “Eu só preciso ser humano”

          E eu NÃO preciso ser ativista para fazer diferença.
          Eu acho que se uma pessoa como eu, que tem um pensamento de apoio ao feminismo é tratada como machista só por divergir em um ponto (o do tom), então quem não será?

          Não tenho nenhuma intenção de gerar briga, desconforto ou invalidar o protesto. Eu espero que tenha me feito entender (a internet é um lugar muito difícil para o diálogo – infelizmente).

          • Blá blá blá iuzomi, blá blá blá iuzomi, blá blá blá iuzomismo, blá blá blá eu tbm sofro, blá blá blá eu sei mais de feminismo que vocês, blá blá blá não sou machista não, pergunta todo mundo, blá blá blá, textão textão textão, blá blá blá.

            Sabe, Werner, você é o típico homem que não aceita esporro aí solta textão pra pagar de apoiador de feminismo, esbanjar autoridade pra cima dos outros, que sabe mais que os outros e que ainda por cima quer moderar o tom das críticas que sua classe, os homens, recebe.

            Se você conhece tão bem o Thiago Leite, poderia aprender com ele a como se portar diante da militância dos outros. Ele nunca precisou “moderar” meu tom de divergência, nem veio com textão apelando pra autoridade pra cima de mim pra se fazer entender. Você poderia ter feito isso, já que alega conhecer o trabalho dele. Aliás, pergunta pra ele sobre um trabalho feminista em que a gente tá participando… Melhor ainda, releia todos os textos da Teia Neuronial e quem sabe você aprende que seu lugar no feminismo é levando as nossas pautas pros seus espaços machistas e não entrando no nosso espaço pra pedir moderação de tom.

            O que senti desse seu comentário é o que eu sinto no meu blog todos os dias. Homens incomodados pelo tom da militância alheia, porque isso é alto demais para seus ouvidinhos. Só posso te dizer que: não é no teu lombo que a opressão tá estalando o chicote, você não tem que pedir moderação de tom pra ninguém. Você não me chamou de feminazi nem me mandou pra cozinha lavar louça, você apenas tentou me colocar no meu lugar se usando de autoridade e muito blá blá blá. Ou seja, mais do mesmo que qualquer feminista aqui comentando ou escrevendo sofre todo o tempo. Além de tentar me colocar no meu lugar, só faltou pedir beatificação por ser “tão feminista e legal”. Nada de novo por aqui.

          • Foi isso que você conseguiu ler no que eu disse? Beleza então. Parabéns.

          • Os 5 passos do homexplicanismo pra você entender:

            1 – omi posta reclamação na militância alheia
            2 – recebe crítica pra parar com isso
            3 – posta textão pra pagar de feministo e vítima do sistema não reconhecido, querendo estrelinha de bom menino
            4 – toma outra crítica e um esporro pra ver se se toca de que tá feio e tá pagando mico
            5 – posta ironiazinha e “parabéns” por não poder argumentar e ainda acha que merece estrelinha de bom menino

            Parabéns, vc concluiu os 5 passos com louvor. Agora aprenda alguma coisa sobre isso e não solte mais comentários homexplicanistas em discussões tão ou mais importantes que o teu umbigo.

          • você pode concordar ou discordar do que eu digo. Você pode argumentar contra. Eu não disse que entendia mais de feminismo que feministas. Minha intenção era só mostrar que homens também podem participar da discussão. Eu estava só tentando demonstrar que posso opinar (podendo estar certo ou errado), sem ser taxado de machista só por ser homem. Respondi com ironia porque você respondeu de forma infantil.
            O que tento dizer desde o início é que ACHO que existem casos em que um texto mais educativo funciona melhor do que um discurso exaltado. Estou errado? Posso estar. É só se ater aos argumentos. Não estou buscando dar uma de bom moço. Eu sou como estou me apresentando. Eu estou cansado de tanto discurso de ódio. De tanta raiva na internet. As pessoas se aproveitam da comodidade de não estar conversando pessoalmente para se insultarem.
            Se o que postei provocou tanta raiva assim, sintam-se à vontade para apagar tudo. Tirando a parte da reação das mulheres ser de uma forma ou de outra (no qual tenho que concordar que vocês é que tem mais propriedade para falar), mantenho meus outros argumentos.
            Peço desculpas se tiver incomodado, minha intenção era justamente evitar esse tipo de discussão enervada. Fracassei completamente.

          • @eutemoque

            Nossa Werner, toda essa ~empatia~ mas tua preocupação é com o tom? A repressão tá em cima da gente todos os dias, mas temos que educadamente pedir “ai, por favor, será que vocês poderiam parar de nos assassinar todos os dias, parar de nos objetificar e nos estuprar? Obrigadinha!”
            É a fala do trailer das suffragettes: “nós queimamos coisas, quebramos coisas, porque essa é a única língua que os homens entendem.”
            O papel do homem no feminismo é escutar calado e desconstruir o machismo dos coleguinhas na mesa de bar. Se você não entendeu isso ainda, apesar de toda sua vivência ~intensa~, é porque você simplesmente ainda NÃO ENTENDEU feminismo. Muy simples. Volte para o início do jogo e tente novamente.

          • @eutemoque

            Ah sim, esqueci de um detalhe. Psicologia 0101: sua preocupação obviamente não é com a vitória do feminismo e com a libertação das mulheres. É com seu egozinho ridículo ser massageado em uma luta que nem diz respeito a você.

          • Marcela Teonilia

            Olha como eu sou bonito, eu dou parabéns!!! Acorda pra vida e enxerga o quanto você errou em pedir ~moderação aqui!
            Tenta da próxima vez.
            Ah! E se está esperando troféu, feminismo não é sobre isso, tá mais para conseguir enfiar na cabeça dos caras que chega, deu pra bola!
            Não passarão com discursinho de sou lindo e respeitador, modera o tom!
            Se você realmente pensa que quer ajudar, vai policiar os seus coleguinhas e não as feministas.
            Valeu?!

          • Nádia Lapa

            “O feminismo não é um clube em que vocês decidem quem entra ou não.”

            Parça, é sim.

          • Me explique isso melhor. Não faz sentido mim.

          • Cara, mulher não tem obrigação de ser tua professora pra te ensinar Feminismo não. SE VIRA. Faça como a gente fez. Nós nos viramos, vamos atrás das vivências, ouvimos outras mulheres, lemos manifestos, mudamos comportamentos e tudo isso aguentando homem mala que não vê o óbvio.

            Você tá há uma semana chorando aqui nos comentários o quanto você é um cara bonzinho e injustiçado e o quanto a gente tem que moderar nosso tom e não se mexeu.

            Acorda pra vida.

          • Você tem razão, ninguém tem na verdade. Era só um ponto de vista (aproveitar espaços onde as pessoas estão dispostas ao diálogo para esclarecer). Mas existe mesmo várias formas de defender uma causa e elas nem sempre precisam ser amenas. Li sobre o exemplo do racismo nos EUA e de como as coisas mudaram por lá (havia várias frentes).

            Eu estava tentando defender que alguns homens poderiam participar do processo (na parte da discussão das ideias) porque alguns homens estão abertos a isso. Daí tentei me usar como exemplo para isso. Talvez não tenha conseguido me fazer entender, ou talvez tenha muito mais envolvido na questão.

            Eu não tinha a mínima noção de que havia homens constantemente pedindo moderação de tom. Também não sabia que as reações eram dessa forma, que isso ofendia tanto assim. Meu conhecimento sobre o feminismo tem base apenas na minha lógica e em alguns poucos vídeos de feministas que vi no Youtube. Achava que minha noção de igualdade era suficiente para expor uma opinião com certa propriedade. Mas vocês vivem o feminismo, não dá pra comparar mesmo.

            Você também está todo esse tempo conversando comigo sobre isso. Eu acredito que discussões, sendo boas, sendo ruins, havendo ou não concordância, transformam pessoas. E essa me fez refletir bastante e buscar entender o ponto de vista de vocês (através também de outras fontes e pessoas).

            Eu sou lembrado sobre o feminismo direto pela minha esposa e procuro me policiar quando percebo que existe algum traço machista em minhas atitudes. Faz sentido mesmo que o homem, não sendo o oprimido, aja de forma opressora sem se tocar, mesmo tendo boa intenção.

            Sendo assim, peço aqui minhas desculpas a você, à dona do blog e a mais qualquer leitora que tenha se sentido ofendida. Em uma próxima vez em algum outro lugar em que for expor minha opinião, vou me lembrar de que não sou o oprimido e preciso levar isso em consideração na minha fala.

    • Jacqueline, parei de ouvir o MRG há bastante tempo por causa desse viés machista. Acho bem preocupante que o argumento da “opinião de bosta” seja aceito para desculpar qualquer besteira que eles falarem/fizerem, porque na hora de vender essa “opinião de bosta” e se posicionar perante agências como influenciadores, eles passam a ser formadores de opinião. Então a partir de que momento a opinião deles passa a ser profissional?

      O Affonso tem uma série de posicionamentos problemáticos (aqui já foram citados alguns) mas, para mim, o mais problemático é essa fachada de aliado. Já o vi usar de gaslighting (inclusive está fazendo isso em relação a este post) e ele realmente só desconstrói quando alguém vai lá e entrega a faca e o queijo na mão dele. Sinceramente, meu papel no feminismo é ajudar outras mulheres, são homens aliados (como ele diz ser ou querer ser) que devem procurar se desconstruir e usar seu lugar de fala e influência para fazê-lo. Meu espaço nunca será usado para passar a mão na cabeça de alguém que tenha participado de algo tão equivocado quanto foi esse diálogo.

      Ressalto, mais uma vez, que tentei entrar em contato com os participantes via Twitter (principalmente o Diogo Braga, com o qual já tinha algum contato) e não obtive resposta. Escrevi esse texto e ainda não obtive resposta de nenhum deles. Honestamente, não vejo essa ânsia de desconstrução que ele aparenta. Mas aguardemos.

      Sobre amamentação, qualquer pessoa pode ter a opinião que quiser. Mas esse é um tópico que cabe exclusivamente à mãe que amamenta: se te incomodar, não o faça em público. Mas se você se sente incomodada com uma mãe amamentando, guarde a opinião para si. E se não consegue se controlar (!!!!) saia do recinto. Mas não. Incomode. Uma mãe. Amamentando. (Inclusive em SP isso é passível de multa agora).

      Sobre homens falando sobre feminismo, no caso específico do MRG eu vejo MILHARES de problemas. Porque eles têm um histórico de falarem mal de feministas, porque eles têm um histórico de misoginia e machismo, classismo e preconceito racial em seus programas. Acho absurdo querer surfar na onda do feminismo e não ceder lugar de fala para nenhuma mulher. É ridículo e mostra exatamente o posicionamento deles: é a opinião deles sobre qualquer assunto, inclusive um que eles não dominem.

      Sim, meu texto foi passional. É um desabafo. O assunto me afetou a um nível pessoal. Mas mais uma vez, ressalto que antes de escrever o texto, tentei contato com eles várias vezes. Não para ajudar a desconstruir, mas para ver se havia alguma justificativa para esse diálogo tão desnecessário e fora de contexto.

      Mais uma vez, ressalto que tudo bem se você achar que é válido ajudá-los a desconstruir, mas eu já desisti desse papel há muito. Homem que quer aprender mais sobre feminismo tem todos os meios para fazê-lo. Existem textos de mulheres, textos de outros homens, o material é bem farto. Minha energia é muito melhor gasta empoderando outras mulheres (e crianças) e contribuindo para a fartura desse material do que pegando três marmanjos pela mãozinha e mostrando onde foi que eles erraram. (:

  • Mad_Titan

    O problema hoje em dia é atribuir o título de “formador de opinião” pra qualquer um só porque faz podcast, vlog ou blog. Estas pessoas são expositoras de opinião, só isso. Expões sua ideias, sua opinião e seu ponto de vista. Cada um deve formar sua própria opinião e não depender dos outros. Pode-se no muito deixar que agreguem algo, mas só nós mesmo devemos formar nossa opinião.

    Mas como muitos não tem esse costume de pensar por si mesmo, acontece coisas assim: um podcast meramente comercial e de entretenimento acaba incomodando por falar uma besteira que deveria ser facilmente ignorada. Infelizmente, a realidade é tão contrária ao ato de pensar por si que realmente temos que nos manisfestar contra esse tipo de discurso imaturo e hipócrita, simplesmente para que outros incapazes de pensar por si assumam isso como certo.

    • Você tem um bom ponto. Mas a partir de que momento, ou de que audiência, alguém deixa de ser expositor de opinião e se torna formador dela? Porque eu exponho minha opinião de uma forma em uma conversa com amigos, mas quando venho para o blog, faço-o de maneira totalmente diferente. Tenho cuidado com meus argumentos e com a forma como vou construí-los.

      Mas concordo com o fato de que o podcast – ao menos esse em específico – nunca teve a pretensão de ser formador de opinião. Mas se tornou. Infelizmente a responsabilidade não veio junto com a fama, e por isso acho importante, sim, pegar no pé dos caras.

      • Mad_Titan

        Não dá pra saber até que ponto ou a partir de que ponto um conteúdo de internet é formador de opinião, pois isso depende do esforço de quem consome – se vai reproduzir, digerir ou ponderar as informações. Isso depende de maturidade. Você deve saber bem que maturidade não é um ponto muito forte de boa parte daqueles que hoje tem orgulho de se auto-rotular nerd e nem mesmo sabem escrever um tweet num português aceitável.

        Talvez o melhor raciocínio seja “quanto maior o público mais atenção ao conteúdo”. Afinal, qualquer pessoa pode ler um blog, escutar um podcast e ver um vlog. E nesse qualquer um, se for assuntos de cultura pop como nesse caso, muito adolescente atrás de caras descolados pra copiar comportamento estarão à espreita. É este público que se deve ter em mente para evitar falar qualquer imbecilidade, de se dar argmentos pra embasar comportamentos errados. Mas os caras fazem as coisas como se só os “brods” deles fossem escutar.

        Colocar faixa etária nos podcasts não adianta e se forem fazer a coisa de um modo mais decetente… o público vai reclamar de “politicamente correto”… aí fica essa coisa. Eu mesmo desisti faz algum tempo tanto do podcast deles quanto do canal do youtube. E o NC está indo por vias parecidas, as opiniões de um certo careca dá degosto de escutar, sem falar que o conteúdo de ambos podcasts andam bem ralinhos.

        • Acho que a crítica tem que partir do seguinte ponto: a partir do momento em que a opinião pode ser considerada um bem, você se torna responsável por ela. Como eu disse em um outro comentário: o argumento de “só uma brincadeira” ou “uma opinião de bosta” serve apenas como escudo, porque essa “brincadeira” e essa “opinião de bosta” gera lucro para essas pessoas, que se posicionam enquanto “influenciadores” perante agências – e agências só se interessam por números. Exatamente como você disse “quanto maior o público, maior atenção ao conteúdo”. Se você vai vender sua opinião – que no caso, é seu conteúdo – você é inteiramente responsável por ela.

          Eu também desisti da maior parte do conteúdo produzido pela galerinha ~nerd brasileira. O podcast do texto só me lembrou – e reafirmou – o porquê.

  • Fernando Torelly

    Os caras do MRG são e sempre foram babacas, em especial Solano, o macho-alfa dos três patetas. Curioso é vocês só descobrirem isso agora.
    P.s:eles sabem tanto sobre quadrinhos quanto sabem sobre amamentação.

    • Pericles Silva

      Você é doente e precisa tratar este ódio, Fernando.

      • Fernando Torelly

        Te perguntei nada, teu verme.

        • Batoré do Rengáute

          Manda ele a putaqueopariu !

    • Fernando, eu era ouvinte do MRG há alguns anos e parei justamente porque a babaquice ficou superior à diversão. Não consumo quase nenhum podcast brasileiro e fui ouvir esse justamente por terem me falado sobre o diálogo (que foi pior do que eu esperava, sinceramente).

      (E concordo com a parte dos quadrinhos)

      • Falando em podcast nerd, permite fazer um pequeno jabá do meu (e de mais 4 nerds de opiniões bem diversas) aqui? http://retrocomputaria.com.br — não vai ser a praia de todo mundo aqui, ele é dedicado exclusivamente à história da tecnologia e ao hobby da retrocomputação: https://en.wikipedia.org/wiki/Retrocomputing

        Em tempo: o nome do podcast — e blog, http://retrocomputaria.com.br — é a primeira pessoa do singular do futuro do pretérito do verbo retrocomputar, e não isso que vocês estão pensando. Além disso, o nome já tinha sido decidido quando entrei na equipe.

      • Por Onde Anda

        MRG tá sem graça a tempos. E essa colocação deles foi bem escrota mesmo.

    • nACHO

      EXATAMENTE. SÃO UNS OTÁRIOS SUPERVALORIZADOS!
      MDM > MRG

      • Eduardo

        Olha, MRG é bem ruim, mas MdM é lixo. Se tirar toda encheção de linguiça e leitura dos comentários feitos pelos próprios participantes como se fossem outras pessoas, dá 8 minutos de podcast.

        • Maiara

          Mentira

          • Eduardo

            Verdade

  • Não sei o que me deixa mais feliz, esse texto lindo, falando maravilhosamente bem sobre um problema, a desconstrução e a ‘solução’, ou ter descoberto o Pac Mãe por ele. <3

  • Batoré do Rengáute

    Mas esperar o que de um cara que por escrever uma coluna esporádica num “site que leva o entretenimento a sério” se acha superior aos demais humanos.

    Além, claro, de ter escrito um livro que vc encontra nas melhores seções de balaio e saldos…..

    • batoré do rengáute… auehuaheuhaeu. bem bolado!!!

  • Viking Cuiabano do Futuro

    POrra, eles pularam mesmo o corguinho.

    • Cristiano Machado

      off: Melhor apelido… o seu.. 🙂

  • Teletubbie Sexual

    Belíssimo texto parabéns! 😀

  • Guest

    quanto mimimi e vitimismo!

    • Cala a boca, verme.

    • Marcela Teonilia

      Cara, você já provou o que queria, pode dar print e mostrar pros caras do MRG, eles vão deixar você dar um abraço neles.
      O Solano vai até desenhar um pinto na sua cara!
      Você vai sair chorando de alegria e postar no instagram.
      Acho válido, cada um faz a merda que quer da vida.

      • Guest

        “O Solano vai até desenhar um pinto na sua cara!”

        olha o nível.

        • Marcela Teonilia

          Cara, cometi um grave crime contigo, e entendo que isso tenha te chateado tanto, eu também ficaria irritada se fizessem comigo.
          Já fui devidamente corrigida e toma aqui meu cartão com pedido de desculpa, é o Diogo Braga quem desenha pipizinho né?!
          Porra, malzaê cara. Prometo ser melhor.

          • Guest

            já é para rir da sua piada? se é que foi uma piada, pra mim está mais para mimimi de criancinha.

          • Guest

            nossa moça, vc só fala em pintos, que fixação.

        • Nossa, tá ofendido?

          • Então some daqui. Vc deve ser masoquista.

          • Falecido Errow

            Shiu. Quietinha!

          • O mascuzinho, fiscal de nerdice alheia, moleque xarope, nerdismo não é seu clubinho exclusivo. Ou vc aceita que VAI TER MULHER NERD SIM ou vai chorar no colo da mamãezinha.

            Merdinhas como você é que fazem do nerdismo esse poço de chorume que ele tá hoje. Vai, vai te embora. Deixe os adultos conversando, vai jogar futebol de botão.

  • Daemon

    **Não quero defender esses babacas do MRG**
    Penso o seguinte eles tem o direito de pensar o que quiser sobre amamentação mas é desnecessário expor essa opinião sobre o assunto porque, infelizmente, hoje em dia expor sua opinião é CRIME. Essas coisas e outras coisas que são particulares nossas, devemos guardar para nós mesmos ou para uma roda de amigos, MUITA gente por ai pensa merda pra caramba, alguns expõe isso socialmente outros não, é normal. Podcasts como esse são realmente um monte de caras falando besteira, cagando regra, a maioria é assim mesmo. Acho que falar besteira sobre algum assunto, ainda mais quando você claramente não sabe falar dele, é tão inútil quanto criar um texto para criticar isso.

    • Na verdade, constragir uma mãe amamentando em público é crime no estado de SP somente. Espero que essa moda pegue. Não sei se ficou claro no texto mas meu posicionamento é que nesse caso específico da amamentação, a opinião de qualquer pessoa que não seja a mãe é IRRELEVANTE.

      Concordo com você em relação ao podcast, mas discordo no texto criticando. Se ninguém reclamar, nada vai mudar.

      • Daemon

        Concordo que a opinião dos outros é irrelevante, e justamente por isso é melhor ignorar porque, como eu disse, gente falando merda tem aos montes por ai e critica-los só da mais ibope para eles.

  • Pedro Paulo

    Faltou a autora do post salientar que o Afonso Solano DEFENDEU a amamentação em público como algo NORMAL durante essa discussão.

    • Pedro Paulo, como disse acima, o diálogo está transcrito ipsis literis. Não alterei o que foi dito e não nomeei nenhum dos apresentadores. Se ninguém conseguiu enxergar alguém defendendo a amamentação no diálogo é porque NINGUÉM DEFENDEU. A única coisa que Affonso defendeu foi o “direito masculino” de olhar para uma mãe amamentando, argumentando que é instintivo. Isso passa bem longe de defender o direito de uma mulher amamentar sem algum tarado olhando para o ato como algo sexual.

    • O Solano já destilou machismo antes, isso não é novo. E ninguém defendeu coisa nenhuma, ele só defendeu o direito masculino de olhar, achando que é instinto e que é incontrolável.

  • Pedro Paulo

    Faltou CONTEXTO nesse texto. Muito injusto colocar o diálogo desta forma e direcionar o ódio para o podcast. Quem os acompanha sabe que eles não são o que você está retratando nesse texto. Que pena.

    • são não… nem foi o affonso que falou que gostaria de andar com o “caule do pau” pra fora, como se fosse a versão masculina do decote. vá-te à merda, paga pau.

    • Pedro Paulo, o contexto está todinho no texto. Eu transcrevi o diálogo ipsis literis, mudei absolutamente nada do que foi dito no podcast. Sabe onde faltou contexto? Nesses comentários deles. Foram totalmente desnecessários e tinham nada a ver com o que estava sendo discutido. Eu os acompanhava há algum tempo e sabe porque parei? Porque eles são exatamente o que eu estou retratando nesse texto. :/

    • Não leu o texto detected.

    • Marcela Teonilia

      A maioria das mulheres ouvia sim o podcast, e, da mesma forma que eu abandonaram pelo conteúdo machista!!
      Mas fiquei na dúvida se você leu o texto ou veio comentar só pra defender o cara que desenhou um pinto pra autografar um livro pra você.

  • Pericles Silva

    Cheguei aqui via twitter e me decepcionei com o texto tendencioso. No programa seguinte o Didi e o Solano leram o email de uma mãe que comentou o diálogo e brincou com a situação, entendendo que claramente era uma brincadeira. Nesta leitura de e-mails os meninos ainda falaram mais sobre o assunto, defendendo a amamentação e o assunto em geral. Você deveria conhecer o veículo antes de vir aqui espalhar mentiras sobre as pessoas que vergonha.

    • CAIPIRÃO AMÉRICA

      Não, é uma merda mesmo esse câncercast. tem mais é que tomar esporro mesmo 😀

    • Pericles, não é porque eles leram o email de uma mãe que a opinião deles está correta ou validada, ok?

      Como eu disse em comentários acima, eu era ouvinte assídua do veículo até dois anos, quando as ~brincadeiras e ~piadas começaram a me incomodar mais do que divertir. Tentei debater com os caras, nunca tive retorno, parei de ouvir, obviamente.

      Até que chamaram a minha atenção para o episódio em questão por saberem que a) eu tenho um blog sobre maternidade e cultura pop b) eu CONHEÇO o veículo em questão (de que outra forma eu poderia utilizar alcunhas como matadores e saber do termo opiniões de bosta?)

      Confesso que não ouvi o episódio seguinte primeiro porque na época em que escutava, eles só liam emails referentes aos episódios de quadrinhos no próximo episódio sobre quadrinhos, e não sequencialmente, mas principalmente porque o que ouvi deles nesse episódio foi o suficiente para ter a certeza de que eles nunca mais vão contar com nenhum dado de acesso meu.

      Por fim, não contei mentira alguma. Transcrevi ipsis literis o diálogo que aconteceu no podcast e dei a minha opinião a respeito do diálogo. Não falei nada sobre o caráter ou o trabalho de ninguém, apenas defendi minha posição em relação ao que foi dito enquanto mãe-nerd-defensora da amamentação.

      • costelas

        mitou.

  • Divosa Uplanovytch

    Eye shaming.

  • Velho Velhaco

    MRG se superando. Parabéns pelo post.

  • Véio Laser Martins

    É ouvindo conversas como essa que eu percebo que trepar não é sinônimo de deixar de ser virgem.

    Sinceramente, não acho que tem essa de instinto… De sentir um “T-t-tetas… T-t-tenho que olhar…”, achei que já não éramos mais australopithecus a alguns milhares de anos. Um momento extremamente importante tanto pra mãe quanto pro bebê, não só pra instigar a relação de intimidade entre eles, como pela própria saúde da criança, não pede olhares de babões.

    É triste ver cada vez mais mulheres optando por dar fórmula (pra não citar marca) pro bebê só pra não passar por esse tipo de constrangimento. Acho errado, acho deprimente, mas entendo.

  • Carolina Giovannini

    Nanda fiquei com preguiça por vc que tem que responder quem simplesmente não quer enxergar… Affff… O texto tá ótimo.

  • Aderbal Matias

    Esses caras do MRG são tipo uma cauda do grupo Jovem Nerd, nunca tive interesse de ouvi-los. Mas a ironia é que a Sra. Jovem Nerd agora é mãe, e nerd, e está amamentando…
    Como diria minha mãe, esse mundo dá muitas voltas…
    Sempre tive uma queda pela Hera Venenosa, desde pequeno acompanhava as hq’s do Batman e ficava viajando nela, naquele jeito sensual, malvada, tentando seduzir o Batman, huuuuummmm…

    Aí eu entro aqui pra ler a matéria e vejo essa mulher linda na foto e pronto! Adeus sossego hahahaha…

    • Zorrex

      o MRG foi integrado ao site do Jovem Nerd, não foi criado lá e nem tem a intervenção do JN, procure saber mais antes de falar bosta

      • Aderbal Matias

        Se foi integrado o JN tá apoiando, não quero nem saber.
        E eu falo o que eu quiser.

    • cara, o MRG ja foi bom laaaaaaa antes uns 3/4 anos atras

      hoje em dia ta insuportável, ainda mais depois que eles

  • Guest

    escute o podcast MDM e aí sim vc vai se horrorizar.

    • Zorrex

      melhor podcast brasileiro

  • Thaís Barros

    Nanda, sinta-se abraçada. Eu parei de ouvir, assistir e prestar atenção a tudo que remete ao MRG há mais ou menos um ano. Eu ouvia mais porque achava engraçado, os caras não manjam tanto assim de conteúdo (quadrinhos, games e HQs) quanto outros podcasts, mas era bem divertido. Ouvir um comentário ou outro machista de vez em quando eu até relevava, tentava contextualizar. entendia e passava adiante. Mas de uns tempos pra cá ficou insustentável, eles viraram quase a família tradicional brasileira no quesito CAGAR REGRA. Perdeu a graça completamente, e amigos homens e mulheres também pararam de ouvir por conta disso. O que mais me choca é que um dos envolvidos em questão é pai de DOIS FILHOS, lembra? Enfim, espero que isso faça com que eles tomem mais consciência do que dizem e perpetuam pros ouvintes.

    • eu chamei a atenção justamente do cara que é pai de dois filhos antes de escrever o texto, isso foi o que mais me chocou.

  • Eike

    Nem li, mas chuuupa… digo mama MRG!

  • GandAlf

    Eu acho lindo mulher amamentando seus rebentos, coisa linda de Deus

  • Wes, the Unapologetic Gay

    Excelente texto. Homem adora dizer que é racional, que é o gênero que usa a cabeça, que pensa, mas não consegue controlar um “instinto”, que nada mais é que uma desculpa medíocre para fazer as merdas que gostamos de fazer (sim, me incluo nisso, não estou me eximindo da responsabiidade).

    • nACHO

      WES S2

      • Wes, the Unapologetic Gay

    • Haul Giordan

      OI WANESSA

    • Catena’s Beauty Atelier

      O instinto de falar bosta deles é incontrolável.

  • Scheldon Fernandes

    Eu simplesmente não entendo como quem tem tanto discurso machista não consegue justamente ser MACHO e fica regurgitando esses absurdos sobre uma mãe dando comida ao filho, na verdade nem um mamífero pode ser tão nojento nessa questão, nunca consegui escutar o MRG pelo fato não conseguirem falar nada que preste sobre o que se propõe a tratar , agora agir feito moleque retardado e vir aqui ficar de mimimi só porque a autora do texto foi racional é o cúmulo da covardia .

  • nACHO

    Eu ouvi esse podcast e de boa, eles não estavam brincando.
    Quando são preconceituosos e etc sempre usam essa essa desculpa de dizer ‘é brincadeira’

  • FHC

    Eu acho foda é quando vem algum dos ouvintes do MRG dizer que isso é um exagero, alegando que até teve uma mulher que mandou um e-mail comentado o fato, mas ignoram que mulheres também podem ser machistas.
    A moça do e-mail diz: “se você não quer um cara estranho olhando por seu peito, tampe!”, ora se isso não é o velho discurso de “se você não quer ser estuprada, não use roupa curta!”.
    Assim fica difícil, né!

    • nACHO

      EXATAMENTE!

    • Guest

      falácia do escocês de verdade

    • sem contar que ignora as particularidades de cada mãe e bebê né? meu filho era absurdamente calorento e eu corria o risco de hiperaquecê-lo se colocasse qualquer pano sobre sua cabeça. algumas mulheres se sentem à vontade com a capa, outras se sentem à vontade sem, e nenhuma delas deve ser julgada por qualquer que seja sua escolha ao alimentar sua criança.

  • costelas

    Texto lindo, Nanda.
    Sempre vai ter quem vai vir apoiar os faladores de merda porque é fã que não consegue ver além do próprio umbigo. Não adianta dizer que apoia as mulheres e a luta pela igualdade e continuar falando absurdos como esse. Aí vem colega dizer que tem que segurar na mão do cara que é babaca e colocar no caminho do feminismo. Amigo, o cara é velho o suficiente pra ter vivido essa última onda inteira, com certeza já teve muita mulher tentando dialogar e ainda sim ele prefere falar merda. Foda-se ele. Tem que levar esporro em público mesmo.
    Aquilo não foi uma brincadeira, foi a opinião dos três sendo posta pra fora do jeito que sempre é nesses casts: vomitada. Não tem discussão, não tem um pra dizer “se pá isso não é legal”. É só dar a oportunidade que cai a máscara e mostra o lado nerd machistinha.
    Força pra vocês do PacMãe. Trabalho incrível! <3

    • nACHO

      Concordo totalmente.

  • Choro Oriental

    Não acho que o MRG consiga ser formador de qualquer opinião pq geralmente a deles é ridícula, mas foi muito interessante o seu post.
    De fato, ao menos fraldário deveria ser obrigatório em eventos de grande porte, nerds ou não. Não me lembro de ter visto um durante a CCXP do ano passado e, considerando que teve uma média de 20 mil pessoas por dia, isso não pode estar ausente.

    • PatrinePatinete

      O MRG já foi legal, começou a piorar quando saiu do portal MTV e afundou de vez quando entrou no JN

    • Assim que a CCXP foi anunciada, fizemos esse questionamento ao pessoal da organização, que garantiu banheiros familiares e um espaço exclusivo para crianças (como a SDCC oferece). Não só esses espaços estavam ausentes, como as crianças pagam para entrar a partir dos 3 (!) anos. Não dá pra se deixar enganar pelas fotos de crianças felizes no evento, a CCXP precisa melhorar muito pra receber famílias.

  • Jung Justice

    Se você, homem/mulher, acha que aquele discurso foi uma brincadeira… sinto lhe dizer, mas você é tão babaca quanto eles. Não existe isso de brincadeira, mesmo sabendo que é um assunto sério. Um programa que atinge uma maioria jovem, mesmo que não queira, se torna um formador de opinião sim! Brincadeira ou não, é injusto que uma mulher não possa ter o direito de amamentar o filho por causa dos olhares de homens escrotos. Imagina que uma menina ouça esse programa e um dia se torne mãe! Essa mesma mãe vai lembrar desse discurso de BABACAS, sentir constrangimento. Se vc é homem, converse com tua mãe ou uma mulher esclarecida sobre o assunto. Ou deixe de ser idiota!

    • Guest

      quem te deu mesmo o direito de rotular os outros?

      • Jung Justice

        Guest? Se meu discurso te incomodou é pq vc faz parte desse grupo que precisa aprender mais um pouco. É direito meu, assim como é deles de falar merda.

      • Idiota detected.

      • Marcela Teonilia

        A mesma pessoa que te deu o direito de falar merda!

        • Guest

          começou a agressão. depois cobra dos outros

  • Everybody hates cirilo

    Resumo da ópera: PARE DE SER UM BABACA E PROCURE SE INFORMAR ANTES DE FALAR MERDA SOBRE QUALQUER ASSUNTO

    OBRIGADO

  • Algures Cara de Mais

    Pode olhar então?

    • nACHO

      Olhar é normal. Só não ficar secando que nem um retardado.

  • parabéns pelo post

  • Alípio, do “mel horSes domudo”

    O que esperar de Affonso Sollano, convidado do programa da Fátima para representar o Nerd, por ser justamente o mais perfeito estereótipo do nerd babacão e boçal?
    Um cara que, por ser alfabetizado (e ter escrito qualquer porcaria por aí, que os sub protótipos de nerd acham bacana) e pretenso qualquer coisa, se acha superior ao resto da humanidade.
    Acho que as palavras dele devem ser simplesmente ignoradas… não dá pra levar à sério um imbecil que se acha o rei dos escritores, mas se comunica/pensa como um bebezinho de 02 anos de idade…ah, talvez por isso que ele se sinta atraído por amamentaçao e tal..

  • Guest

    chegaram os haters do solano. tão haters que vem de um dos sites mais machistas do brasil só para atacar o cara.

    • Haul Giordan

      FALOU MERDA AE

    • cara, volta pro Jovem nerd, aqui é papo de gente adulta discutindo um tópico serio, não pra ficar trollando e jogando flamewar por causa do seu fanboysismo ridículo com o MRG e solano

      e so pelo nivel do seu post, da pra ver o nivel de babaquice que voce possui em postar tal coisa

      • Guest

        como eu disse: haters.

        • nACHO

          HATER

    • Alípio, do “mel horSes domudo”

      Pra fazer companhia aos analfabetos funcionais que só sabem usar a palavra “hater” como argumento pra qualquer estupidez que falam…

      • Guest

        desculpe analfabeto funcional estupido.
        pronto agora estamos no mesmo nivel.

        • Alípio, do “mel horSes domudo”

          você defecando pelos dedos só corrobora o nível em que estão Sollano e suas crias/senhoras virtuais…

          • Guest

            e vc defecando pelo dedo só mostra que nao consegue formar uma opiniao, é um pau mandado do pessoal do seu site que esta cagando para vc e só usa como massa de manobra os estupidos que nem vc.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            Pra gente que usa a palavra hater numa conversa, e tem mais de 13 anos de idade, deve ser difícil compreender do que se trata “argumentar”.
            E realmente não argumentei nada aqui, caro imbecil.
            Não há necessidade de se argumentar contra um cara que fala uma imbecilidade dessas que ele falou. Um cara que sente tesão em ver mulher amamentando, deve ser o mesmo tipo de canalha que acha que “a mulher mereceu ser estuprada por estar de roupa curta”. Um idiota que não sabe controlar os intintos não se difere em NADA de um animal irracional – coisa que você está demonstrando também, nesse instinto matrimonial de defender o Sollano.

          • Guest

            o unico que defende matrimonialmente é vc, que como eu disse e vc confirmou que sequer consegue ler um texto básico, já que o solano diz claramente que “e, olhar com teor sexual eu vou confessar que eu nunca consegui não”.
            Se tenho 13 anos vc tem a mentalidade de alguem de 8 por nao conseguir interpretar um texto tao basico. mas prefere usar a falacia da ladeira escorregadia, ja dizendo “quem olha decote sao os mesmos que estupram por estar de roupa curta”.

            faz o seguinte, chama mais 3 ou 4 amiguinhos para vcs terem comportamento de bando e tentar sair com uma vitoria, caro pombo, pq sozinho vc esta passando vergonha.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            cara, eu nem ouvi a bosta do podcast, só li a transcrição, e nem fiz muita questão de saber quem falou isso…se não foi o solano, que se aplique o que eu disse ao diogo braga, ao diabo, ao seu pai, a quem quer que tenha falado. Se atenha a discussão…tá muito fugidinho pra quem veio falar sobre falta de argumentos…

            e não seja tão imbecil assim cara, onde eu falei algo sobre “quem olha decote sao os mesmos que estupram por estar de roupa curta”? tem certeza que sou eu quem não sabe interpretar textos?

            O cara me fala “Não, eu acho que você olha pelos dois, entende? Às vezes por um teor sexual, porque de repente a menina te atrai e natural pra você se você gosta daquilo, e de repente você olha por uma herança mesmo, memória, tipo, é instintivo o seio. Tipo, seio, BUM, você bate o olho. Até mulher tem isso, cara.”. Não falei em momento algum sobre olhar decotes, nobre analfabeto funcional: disse sobre o cara ter tesão ao ver alguém amamentando. è o tipo de cara que, ao achar uma mulher “gostosa”, acredita ter poder, domínio sobre ela, acredita que ela deve ceder aos seus desejos sexuais, que merece ouvir impropérios, pela roupa que usa. E ao que tudo indica, você é só mais um desses canalhas, haja visto que se doeu tanto que até deturpou o que eu disse pra se ver fora da situação.

            E pelo jeito, vc nem sabe o que seria “instinto matrimonial de defender”, pois eu, diferente, de você, não estou defendendo pessoa alguma aqui, cara…

          • Guest

            “nem ouvi a bosta do podcast”. – nem preciso falar mais nada. Obrigado.

    • Daemon

      DÁ PRA ELE ENTÃO

  • Fabio Marques Santana

    Seu post é muito bom, mas não vou ler SAGA. Alguém me disse que é que nem Game os Thrones: os personagens morrem das formas mais cruéis. Me chamem de fresco, mas isso eu não quero ver. Mesmo.

    • nACHO

      FRESCO.
      MAS CONCORDO, ACHEI UMAS COISAS BEM APELATIVAS.

  • Matheus Santana

    Acredito que você levou pra um lado muito genérico o posicionamento dos matadores. Eles também não se expressaram muito bem de fato. Penso que o que eles queriam colocar que a cena de amamentação não é horrível, mas situação de uma pessoa estranha, amamentando, algo que é considerado por muitos do intimo a família ali exposto. A maioria das vezes não por achar o seio nu de uma mais algo relativo a sexualidade, mas acredito que muitas mulheres não gostem de expor seus seios. Durante a amamentação procura fazer o mesmo em locais mais reservados, e que sem opção no metro, teve que optar por amamentar em publico.
    A maternidade é algo belo que chama a atenção de nossos corações, como uma criança feliz, tao belo que não tem como não olhar. Mas olhar intensamente é invasivo a intimidade daquela mãe.

    • Guest

      parabens por nao condenar os outros à fogueira e expor seus argumentos racionalmente. uma pena que isso seja tão raro por aqui.

    • Jung Justice

      Existe uma regra pra mulher amamentar? Leia esse diálogo novamente ou se atente ao início. Defender que os caras podem n ter se expressado bem é fácil. Dizer que o texto é atacando tbm. Não é direito de cada mulher amamentar? Ela n tá EXPONDO os seios, ela ta amamentando o filho. Expor o seio é outra coisa!

      1: – Você acha que o fim do futuro, ou o Fim dos Tempos da DC, é uma
      revista que você não consegue parar de olhar, tipo mãe amamentando?

      2: – Cara, Diogo…

      1: – Ah, você não consegue parar de olhar.

      2: – Não, cara. Eu acho horroroso, cara.

      1: – Mas tu não consegue… Cara, se tem uma mãe amamentando no local, você pode estar de costas, mas o seu sonar, ele tá captando ali.

      2: – Diogo, isso é você cara. Às vezes tu entra no metrô e aí tem aquela mulher amamentando e é tipo ‘moça: guarde o seu peito, assim tipo, você está no metrô.’

      • Guest

        Atacar os caras que não se expressaram bem é fácil.

        • Jung Justice

          cara, vc ta chamando os leitores aqui de pau mandado, mas quem ta defendendo irracionalmente é vc. Ja percebeu?

          • Guest

            para compensar vc que está atacando irracionalmente. ja percebeu que sequer cogita a possibilidade de terem se expressado mal.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            Se houvessem se comunicado mal, que se retratassem.
            Pessoas que vivem da comunicação tem que se atentarem à forma como se comunicam. Falaram merda? Que ouçam, de todos os que raciocinam, que falaram merda SIM. Já ouviu falar em direito de resposta? Que eu saiba, estamos em um país livre, mulheres que se sentiram ofendidas podem sim se defenderem, rebaterem, e os interessados podem sim debater. Não é pq vc não tem o que dizer, que ninguém pode ter o direito de o fazer.

          • Guest

            muito legal, parabens. agora coloque toda essa panca e cobre do pessoal do seu site que faça o mesmo antes de cobrar dos outros.
            aguardaremos.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            Eu não tenho site não, queridinha.

          • Guest

            nao? engraçado que tem mais de 19 mil comentarios quase todos do Melhores do Mundo. cobrou com tanta energia deles um pedido de retratação? creio que nao.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            Retratação sobre..?

            E pode ter certeza que, nos temas em que eles tocam, e que me ofendem, cobro com a mesma intensidade sim. Seja o MdM, seja o Omelete, seja quem for. E não acontece só na internet não.
            E faz um favor: não fica investigando minha vida não, cara…quero distância de adolescentes psicopatas.

          • Guest

            ficar investigando sua vida? huahuahuahuhauahuahauhuaahahahu

            meu deus, o nivel de prepotencia chegou na estratosfera.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            é o que se aprende falando com quem chora pelo afonso sollano e seus lacaios

          • Guest

            falou pau mandado, cumpriu bem seu dever. vou te elogiar para seus chefes, pode deixar. era isso? obrigado.

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            HAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHUA

          • Guest

            olha chegou um amiguinho. junta mais dois pra gente debater pessoalmente. no skype. HUAHUAHUHA

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            Não vou discutir contigo não, AECA te protege.
            Mesmo que eu quisesse, você não sabe falar nada além de hater, cara…

          • Guest

            Aja diferente de um hater entao!

          • Jung Justice

            coitado, mano! hauahuhauhuahauhauuha

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            Engraçado que eu nem falei em nome de ninguém, nem citei ninguém, nem qualquer site, e sou pau mandado…tá certinho…

          • Jung Justice

            Ja fizeram! ouça o podcast e vc vai saber. Exemplo é pra ser dado e seguido

          • Guest

            mesmo? pediram desculpas para a Laura Buu? Sinceramente não vi. poderia separar para mim por favor?

          • Jung Justice
          • Jung Justice

            Jovem, falta de respeito nunca foi visto como boa coisa. Eles podem ter se expressado mal, mas poderiam ter guardado a opinião pra eles. Garanto que eles escutam o podcast na edição e pensam se tem algo errado. Eles foram bem claros. Ninguem acha HORROROSO uma mulher amamentando pq n tem preconceito algum. Ja eu acho horroroso quando alguém mata outra pessoa pra roubar.
            Mas como eu disse antes, se vc concorda, é melhor pensar bem pq tbm pode ser “mal interpretado” em outros circulos.

        • Alípio, do “mel horSes domudo”

          Pretensos comunicadores que são, merecem sim serem atacados pela forma como se expressam/comunicam – se é que você sabe o que isso quer dizer.

          • Jung Justice

            Cavalin, eles não estão sendo atacados! Existem MULHERES que foram ofendidas e uma resolveu se pronunciar. O cara nem respeita o direito da mulher de amamentar na rua e se expressar!

          • Alípio, do “mel horSes domudo”

            “Atacados” que eu digo, seria num sentido de rechaçar as besteiras que falaram
            mas amigo, nem dá pra esperar muito dessa galera aí não, pedir por respeito é quase que ofensa

      • Matheus Santana

        Na sua lógica, fazer urinar em publico é uma coisa e expor o pênis é outra coisa. Nisso poderíamos ter mictórios ao livre.. Útil em grandes eventos.

        Ouvindo o áudio, e lendo o texto as impressões são muito diferentes. No meu entendimento, que pode sim pode estar errado, foi de que a situaçao em si é desconfortável, e não a cena em si.
        Isso fica mais claro em “Você na verdade afasta o olho por causa da lembrança erótica da parada. Você é atraído por outro motivo”.

        Não existe uma regra pra amamentar, logo pode-se considerar um direito. (Assim como demissão em massa), mas isso não quer dizer que é agradável.

  • Guest

    “cara, eu nem ouvi a bosta do podcast,” – e fica bravinho pq é chamado de hater.

  • Elaine Rodovalho

    Que post maravilhoso, adoro ler vocês!
    Passarei pra todas as amigas que estão nessa fase maravilhosa de amamentação, elas precisam saber que não estão sozinhas.

  • Bruno Germano Kran

    É… a criatura quando é babaca, é bacaca sendo nerd ou não, gostaria de ver esses paspalhos falarem desse modo sobre mulheres e amamentação olhando nos olhos de suas mães, acho que alguns engoliriam essa merda verborrágica em segundos e outros… bem, outros continuariam a ser o lixo que são.

  • Gabriela Ventura

    Eu sou nerd, vivo entre nerds (de ambos os gêneros), e me reservo ao direito de discutir apenas com quem tem um mínimo de bom senso. Se você acha que uma mãe não tem o direito de alimentar o próprio filho na rua para não ferir a suscetibilidade de machos que já deveriam ter se acostumado com peitos, sinto muito, você não tem bom senso. Não passa na minha nota de corte para ser humano e, por essa razão, não vou perder tempo discutindo com você – ou consumindo quaisquer produtos culturais que endossem visões de mundo com as quais não concordo.

    Excelente texto, meninas. Continuem o bom trabalho, e ignorem a onda de ódio. Ser mulher na internet é um porre, mas precisamos resistir. A gente precisa de representatividade em todas as esferas, da produção à reprodução de conteúdo (e, sobretudo, na problematização do conteúdo).

    Um grande abraço.

    • Daemon

      “Eu sou nerd”

      • Algum problema, parça? Sou nerd tbm.

        • Daemon

          Opa! Meus parabéns! Quer alguma recompensa por isso?

          • E vc, tá ganhando milhas pagando de fiscal de nerdice na internet? Ou é por que vc gosta de ser mala mesmo?

      • Marcela Teonilia

        Diz ai qual o problema cara!!

        • Daemon

          Problema nenhum, só é engraçado como hoje em dia as pessoas (sim, estou incluindo homens e mulheres, queridinha) se auto intitulam nerds como se isso fosse algo descolado, enfim ser nerd virou modinha.

          • Marcela Teonilia

            Sério que teu único objetivo é de ser fiscal do que é modinha?
            Tem um assunto mais importante que isso parceiro, traz tua indignação no próximo post de moda nerd.

          • Daemon

            Eu comento o que quiser onde eu quiser, quem está fiscalizando comentários aqui é você. Se você acha tão inútil o que eu digo por que não para de responder meus comentários e de me encher o saco?

          • VOCÊ tá fiscalizando comentários aqui, seu esperto. Fica aí pagando de fiscal de nerdice e vem bancar a vítima? Vá a merda.

          • “Queiridinha”

            Fiscal de nerdice e ainda por cima machista.

  • Gabriela Ventura

    Eu sou nerd, vivo entre nerds (de ambos os gêneros), e me reservo ao direito de discutir apenas com quem tem um mínimo de bom senso. Se você acha que uma mãe não tem o direito de alimentar o próprio filho na rua para não ferir a suscetibilidade de machos que já deveriam ter se acostumado com peitos, sinto muito, você não tem bom senso. Não passa na minha nota de corte para ser humano e, por essa razão, não vou perder tempo discutindo com você – ou consumindo quaisquer produtos culturais que endossem visões de mundo com as quais não concordo.

    Excelente texto, meninas. Continuem o bom trabalho, e ignorem a onda de ódio. Ser mulher na internet é um porre, mas precisamos resistir. A gente precisa de representatividade em todas as esferas, da produção à reprodução de conteúdo (e, sobretudo, na problematização do conteúdo).

    Um grande abraço.

    • Gabriela Ventura

      Ah, sim, só mais uma coisinha: para quem defendeu o podcast dizendo que leram uma carta de UMA mãe que levou a discussão na boa…

      Cês bateram palmas para a carta da Dona Lúcia na época da derrota da seleção na Copa, né?

      Beijos.

    • Matheus Santana

      Não existe uma regra pra amamentar, logo pode-se considerar um direito.
      (Assim como demissão em massa), mas isso não quer dizer que é agradável.

  • Elisa Celino

    Chovendo no molhado junto com muita gente que já comentou: MRG é uma bosta.

    Nutrir uma criança com o mais completo alimento que ela poderia ter é visto como um ato sexualizado por um monte de homens – e mulheres também. O problema, como você disse, não é esse pessoal expressar sua opinião machista sobre o ato de amamentar, mas é falar disso a partir de um viés pequeno e totalmente restrito, perpetuando o estereótipo de nerds idiotas. O que eles realmente são, na minha humilde opinião. Não acho graça, e olha que me esforcei. É um martírio quase ouvir a participação do Solano em um outro podcast que ouço frequentemente, porque a maioria das opiniões dele são irrelevantes…

    Enfim, belo protesto. Adorei a dica de quadrinhos também e vou procurar esse Saga pra ler 😉

    • Gordura do Ultra REBOOTADO

      Esse Afonso é lamentavel , esse pensamento de que não pode amamentar por que vai ficar tarado , é o mesmo pensamento que leva os arabes a vestir a mulher de cabeça aos pés , pra não terem pensamentos tarados

  • Ana Vegana

    Nanda, acho que você deveria ter “dado nome aos bois” rs. Sou ouvinte do MRg e ouvi o cast. O Afonso não concordou com o Didi e o Beto e demonstrou outra postura em diversos programas. Ontem mesmo assisti a uma live da Ubisoft onde ele e uma menina do garotas geek falaram sobre feminismo e a representação da mulher nos games e foi MUITO BOM !! Enfim, amei o texto, mas temos que separar o “joio do trigo”. rs. Bj.

  • Não é nojento e não é um ato sexual. Esses homens que pensam apenas com a cabeça de baixo não tem capacidade mental para compreender o que é algo tão importante como a amamentação.
    Não consigo mais sequer chegar perto de qualquer um desses sites nerds machistas comandados por essas equipes misóginas que quando muito tem uma mulher pra dar o exemplo de como mulher deve se comportar. Nunca ouvi nem pretendo ouvir um podcast como esse. Vim aqui parabenizar o Pac Mãe e a autora do post Nanda, pela coragem de expor a misoginia desses caras e por trazer essa discussão à tona. Gosto muito Brian, mas ainda não conhecia a Saga, agora pretendo ler. =)

  • Ana Vegana

    Nossa fui ler os comentários e meu Deus quanta raiva. Aposto que ninguém foi lá ouvir os casts para ver se eles são tudo isso, estou certa?? Muita gente aqui deixando claro que tem raiva do sucesso dos meninos e usando esse texto de desculpa para falar mal. triste muito triste…

    • Guest

      E o que é pior Ana, gente se orgulhando de nem ter ouvido o podcast e opinando como dono da verdade.

    • Raiva por que? Por que tem um grupo masculino destilando preconceito e machismo pra uma galera que adota a opinião deles como verdadeira? Não é pra sentir raiva por isso? Triste é ver alguém que sequer leu o texto ou pensou na crítica feita e ainda vem chorar as pitangas nos comentários.

  • RodrigoJ

    Faça como eu, pare de ouvir mrg. Tornou se um podcast ruim, voltado quase integralmente para assuntos de cunho publicitário. Existem muitos podcasts melhores.

  • Gostei muito do texto. Mais uma leitora que a polêmica rendeu 🙂

  • Homem acha que tem o direito de olhar e de sensualizar a amamentação porque eles acham que o corpo feminino pertence a eles. Tanto acham que tem homem que mata namorada, ex-namorada, esposa, ex-esposa, filha, porque acha que tem o direito da vida e da morte sobre elas.

    Os homens que tão aí comentando, achando que o podcast não falou nada demais, lembre-se que quando vocês berravam de fome, ainda bebês, a mãe de vocês deve ter feito a mesma coisa que qualquer mãe faria. Colocou o peito pra fora onde foi possível e te deu o que comer com todo o amor possível tendo que aguentar os olhares de nojo de outros homens. Ou vocês nasceram de chocadeira?

    Mas como empatia é coisa para os fortes, é fácil ver porque tem homem que se incomoda com amamentação, com feminismo, com críticas ao machismo e exposição de machistas. Como vocês não têm a capacidade de se colocar no lugar da própria mãe de vocês, não só aplaudem os escrotos machistas no podcast como também ficam olhando uma mãe amamentando e acham horroroso, nojento e afins. Lembrem-se: vocês estiveram nessa situação. E a mãe de vocês, apesar de todo esse lixo humano que fica horrorizado com uma mulher amamentando, alimentou vocês com todo o amor delas.

    Só posso dizer, pra finalizar, que elas estariam com uma baita vergonha de ler esses comentários e de ouvir os próprios filhos dizendo que acham amamentação algo horroroso.

  • Nicolle_Mika

    Motivos pelo qual eu deixei de acompanhar o MRG: os caras são uns machistinhas de merda que acham que podem cagar regra sobre o comportamento feminino. Não caras, só não.
    Eu não sei como uma mulher que está em período de amamentação enfrenta todas as mudanças físicas e psicológicas pela qual passa, mas eu sei que a sociedade não ajuda. E esses caras são feras em prestar desserviço. Me admira o Diogo ser pai e falar essas coisas, sabendo que a mulher dele pode ter passado pelo mesmo abuso psicológico (porque é SIM um abuso). Nenhuma empatia. O melhor é o Solano chorando as pitangas, se achando o agredido. Porque é fácil o agressor querer demonizar os outros quando percebem o seu erro.
    Nanda, seu post é ótimo, e me deixou com vontade de ler SAGA. E tricotar chapeuzinhos de mamas para distribuir por aí.

  • Eu costumava ouvir o “A voz do robô”, mas faz mais de um ano que não acompanho assiduamente. Fiquei sabendo por um grupo do FB este diálogo e me decepcionei demais. Eu ainda não sou mãe, mas o machismo presente no mundo nerd realmente cansa às vezes. Em compensação o MDM fez dois podcasts muito bons discutindo o assunto. Me senti representada ♥

    Cheguei até o blog através deste texto e adorei. Parabéns pelo trabalho, gurias.

  • Lisângelo Berti

    Eu me pergunto quando foi aqui no Brasil que amamentar em público virou algo feio? Nos EUA até entendo porque aquele puritanismo bobo ta impregnado na cultura deles, onde ate um abraço é invasao do espaço alheio, e fazer uma visita sem avisar é uma ofensa mortal mesmo entre amigos. Mas… aqui? Desde que me conheço por gente, mães amamentam em público e isso nunca incomodou ninguém. Se incomodasse, o incomodado seria visto como um alien, que nao entende que bebes precisam se alimentar e de preferencia com o leite materno. Tudo bem que a gente importou o rock, a coca-cola e as calças jeans (e eu sou muito agradecido por isso) mas importar as neuroses alheias é demais.

  • Dona Maria

    Àqueles que leram e lerão o post de Nanda Café.

    Todos sabem que não costumo participar de nenhuma discussão em redes sociais, principalmente quando relativas ao MRG. Mas, pela primeira vez, sinto-me na obrigação moral de responder às acusações injustas e infundadas que a blogueira Nanda Café fez aos apresentadores do Matando Robôs Gigantes.

    Talvez as pessoas ainda não tenham noção de que, atualmente, tudo que é postado na internet, para o bem ou para o mal, será eternizado. Por isso, estou me expondo agora, para que, sempre que alguém deparar com o texto de Nanda Café em seu blog, possa ter acesso aos verdadeiros fatos.

    Nanda Café se apropriou de um diálogo apresentado no MRG em que se afirmava ser incômodo ficar diante de uma mulher que expõe o seio ao amamentar em público para acusar meu marido e os demais apresentadores de serem contra a amamentação com leite materno – o que, em momento algum, foi discutido no programa -, de terem uma postura misógina e machista. Tais acusações, além de muito sérias, são de uma leviandade sem tamanho, sobretudo quando feitas ao meu marido, que tem dois filhos.

    Eu e Diogo somos pais do Bruno e do Pedro, como todos os ouvintes do MRG sabem. Meu marido e eu somos adeptos do parto normal, como aqueles que realmente nos conhecem sabem. O nascimento do Bruno, entretanto, foi por meio de cesárea, pois fomos enganados pela obstetra do plano de saúde. Por isso, no segundo filho, resolvemos gastar tudo que tínhamos guardado para pagar uma obstetra fora do plano de saúde e aumentar a chance de termos um parto normal. E assim ocorreu.

    Meus dois filhos foram amamentados EXCLUSIVAMENTE com leite materno até os seis meses de idade porque eu e Diogo acreditamos que isso é o melhor para as crianças. O Bruno mamou leite materno até os 10 meses, quando desistiu do seio. O Pedro já fez um ano e continua mamando. Quis parar de dar leite materno para o Pedro quando ele completou 10 meses porque me sinto exausta acordando todas as noites. Mas o Diogo, apesar de não impor sua opinião, sempre afirmou ser contra. Acabou que resolvi que o Pedro ainda vai mamar mais um pouquinho. O Diogo quer que ele mame até desistir do peito.

    Quando o Bruno nasceu, o Diogo passou 3 meses inteiros acordado todos dias até as seis horas da manhã com nosso filho no colo, pois só assim nosso bebê ficava um tempinho sem chorar e eu conseguia dormir. Quando o Pedro nasceu, o Diogo ficou quase que inteiramente responsável pelo Bruno. Passou muita noite em claro medindo febre, controlando vômitos e diarreias, porque eu tinha de amamentar o Pedro de duas em duas horas, às vezes de hora em hora.

    O Diogo dá banho, troca fralda, dá remédios (aliás, é ele quem consegue convencer o Bruno a tomar qualquer remédio) e SEMPRE vai junto comigo aos médicos de nossos filhos. Se o Bruno tem que ir ao dentista e começa a chorar, o Diogo pede para que seja feito o procedimento nele primeiro, só para acalmar nosso filho. Se temos de tomar vacina da gripe, o Diogo toma a vacina primeiro para o Bruno se acalmar. Se vamos sair, o Diogo é quem SEMPRE se lembra de levar um casaquinho para as crianças (isso é até motivo de encarnação na família).

    Quanto a mim, o Diogo sempre tentou reduzir meu cansaço, mesmo que isso o sobrecarregasse. E, quanto às transformações do meu corpo após duas gravidezes e duas amamentações, nunca recebi nenhum tipo de insinuação pejorativa, muito pelo contrário. E, sim, eu vejo que fisicamente as mudanças não foram para melhor.

    Tudo isso é fato, tudo isso é facilmente confirmado por quem realmente conhece o Diogo, por quem já teve a chance de conversar com ele, de encará-lo nos olhos. Por isso, se o texto de Nanda Café tivesse usado o diálogo do MRG como mote para discutir se as mulheres precisam ou não expor o seio ao amamentar em local público e se as pessoas presentes precisam ou não se sentir constrangida com isso, ok. Pode até criticar a opinião deles, mas deturpar o que foi dito e acusar injustamente os apresentadores do MRG é lamentável, beirando o criminoso.

    Sou mãe, amamentei meus filhos com leite materno e sempre fiquei desconfortável em me desnudar. Por isso, sempre escolhi locais resguardados para amamentar e, não sendo isso possível, sempre usei lenços para cobrir o seio (também não cobria meus filhos porque eles sentiam calor, mas um lenço cobrindo a mama e a boca do bebê não os faz suar). Também eu me sinto constrangida quando algumas mulheres expõem o seio ao amamentar em público, também meus olhos institivamente, AUTOMATICAMENTE (porque a acepção de instinto não necessariamente está relacionada a instinto animal, lascivo e libidinoso, como alguns falaram), vão diretamente para o seio, simplesmente por ser um tabu a nudez do seio ainda hoje. Isso não faz de mim uma pessoa contrária à amamentação, como os FATOS comprovam em minha vida pessoal. As mulheres têm todo o direito de amamentar seus filhos em locais públicos (em São Paulo até multa vai ter para estabelecimento que se mostrar proibitivo a isso), e o Diogo sempre foi favorável à amamentação materna, como os fatos comprovam; as mulheres têm todo direito de amamentar seus filhos desnudando seu seio sem constrangimento nenhum; e as pessoas que estão em volta e são obrigadas pelo contexto a encarar o seio desnudo têm todo o direito de se sentirem constrangidas com a imagem. Simples assim.

    Enfim, não me importo em que critiquem as opiniões do meu marido, mas não posso permitir que denigram a imagem dele com falsas acusações e deturpações interpretativas.

    Dona Maria

    PS: Particularmente não gosto de imagens de super-heroínas com seus bebês porque, apesar de haver inúmeras interpretações para elas, na minha opinião de bosta, essas figuras só ratificam a ideia de que nós mulheres temos de dar conta de tudo, de salvar o mundo e ainda ficar com cara de que isso tudo é muito fácil. Não quero ser mulher-maravilha. Quero ter o direito de me sentir cansada, de não ter vontade de trocar fraldas, de não dar conta, porque sou humana. Felizmente, posso não ser super-heroína, porque meu marido, uma pessoa rara e especial, divide comigo a árdua tarefa de criar dois filhos e acredita que isso é igualmente responsabilidade dos dois. E, por incrível que pareça, ele é quem está sempre sorrindo e dizendo que está tudo bem, mesmo destruído pela exaustão.

  • Rodrigo Beloto

    somos 2.

  • Octávio

    Em nenhum momento eles disseram que são contra a amamentação, só disseram que uma mulher que não é sua esposa amamentando na sua frente é estranho e é mesmo, igual a um cara andando sem camisa na rua. Parece que você quer causar polêmica para ficar conhecida, não seja assim, mas se realmente acha que eles são contra, ouça de novo…

  • Por Onde Anda

    Acho engraçado que o MRG (e outros podcasts) acham que podem falar a merda que quiserem sem retaliação, por mais que seja em tom de brincadeira (q engraçaralho…ha ha ha…). Queiram ou não, são formadores de opinião e falaram merda. Agora o Solano tá postando boladinho no Facebook pra ver se a galera vem aqui apoiar..

  • Arthur Pires

    Concordo cara, eles não levantaram nenhuma bandeira machista, eles só falaram oque acontece, se pode ser mudado, até que pode, mas acontece… por isso o feminismo é motivo de piada hoje em dia, é muita demagogia e militancia exacerbadas

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