Cinema | O Pequeno Príncipe: Esqueça a pipoca e leve o lencinho!

Amanhã estreia nos cinemas brasileiros o filme “O Pequeno Príncipe”, com direção de Mark Osbourne, o mesmo de Kung Fu Panda. Nós já vimos o filme e vamos contar pra você como foi essa experiência digamos, molhada.

No caminho, Benjamin e Alice (6 e 7 anos) estão desconfiados: “Mas eu já vejo o desenho do Pequeno Príncipe! Essa história de novo?” Eu estou curiosa pra saber como vai ser essa versão.

O filme conta a história de uma menina que quase não pode viver sua infância, pois sua mãe acredita que para ela se tornar uma adulta de sucesso, deve seguir à risca um planejamento de estudos e tarefas.  Desde pequena ela era moldada por sua mãe em uma aluna perfeita para a Academia Werth, uma escola prestigiada. Com uma apresentação inteiramente ensaiada, ela acaba sendo pega de surpresa quando os examinadores mudam a última pergunta, a pergunta que definiria se ela entraria na escola ou não. A pergunta exigia dela uma coisa que sua vida regrada nunca permitiu que ela exercitasse: a imaginação.

Em um Plano B, sua mãe e ela se mudam para uma casa nos arredores da escola, onde ela é deixada sozinha para prosseguir sua rotina de estudos e tentar novamente a aprovação. É então que a menininha acaba conhecendo seu vizinho, um velho aviador que apresenta para ela a história do Pequeno Príncipe em pequenas doses.

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A menina, que só conhece regras e tabelas, percebe que o mundo da imaginação é enorme, e também cabe em sua vida. Enquanto o filme conta a história da menina, no mundo real, a estética é de animação computadorizada como a maioria dos filmes infantis atualmente. Mas quando estamos acompanhando o Pequeno Príncipe, entra um stop motion, misturando papel e texturas. Além de lindo e maravilhoso, chamou a atenção das crianças por ser algo diferente do que elas já estão acostumadas.

Aliás, tudo no filme é lindo. O visual, a trilha sonora, a história… Ele pega o que tem de mais emocionante no Pequeno Príncipe, e junta com um tema que pega pra todo mundo, né? Essa pressão para vencer na vida. O filme conseguiu pegar um tema já bastante explorado – e convenhamos, quase saturado – e transformar em uma coisa totalmente nova, além de ser um excelente exemplo de bom filme infantil ao cativar (rs) adultos e crianças.

Nos momentos de silêncio, o que mais se ouvia no cinema era gente chorando. Seguindo por um: “Mãe, para de chorar!” Sim, a Paris Filmes foi uma fofa ao abrir a cabine para mães com crianças, afinal, o filme é para os pequenos e sua história é justamente sobre como os adultos deixam tudo chato demais.

As crianças amaram o filme, ao contrário do que muita gente pensa, eles não precisam só de cena de ação para prender a atenção.  E saíram do cinema nos fazendo prometer costurar uma raposa igual à do Pequeno Príncipe.

O Pequeno Príncipe (2015)
Classificação Indicativa:  Livre
Classificação Pac Mãe: Obrigatório!
Avaliação Pac Mãe: Lindo, fofo, vale o ingresso da família inteira pro cinema.

biasiqueira7

Produtora que gosta de cinema, música, quadrinhos, games, livros, esportes e tudo o mais. O negócio é que quando ela gosta de alguma coisa, gosta de verdade! Passa os dias tentando arrumar tempo pra treinar arco e flecha e se manter atualizada nas 765 séries que assiste. Mãe da Alice (8) uma menina criativa, que ama ouvir histórias.

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