Educação | Brincar cria memórias carinhosas e afetivas da infância

Vamos fazer um exercício? Pense em um momento em família que te marcou muito na sua infância, uma lembrança carinhosa, alegre. Qual é a primeira imagem que surge na sua mente? Pensou? Nós fizemos esse teste aqui com a equipe Pac Mãe e as respostas foram todas muito parecidas.

Os momentos lembrados eram todos super simples: jogar buraco na mesa da sala, brincar de lutinha no chão, fazer um castelo na areia da praia, rever juntos as fotos da família, brincar na chuva, preparar uma refeição juntos. São essas as lembranças que marcaram a nossa vida familiar e nas quais rapidamente pensamos, muitas vezes emocionadas e saudosas, quando lembramos da infância.

Samuel e Aurea

Samuel e Aurea

O que esses momentos todos tem em comum? Não são necessariamente brincadeiras, mas sim atividades muito simples e cotidianas. Por que as crianças, inclusive nós mesmas, não se esquecem nunca mais dessas lembranças? Porque são aprendizados naturais da vida, momentos que dividimos com as pessoas que são a nossa referência mais forte de amor, e por isso ganham importância.

A receita da galinhada da vovó e as regras do jogo de cartas não estão no material apostilado da escola, mas ensinam muito também. Aprendemos juntos, crianças e adultos, quantidades, ingredientes novos, sequências numéricas, interpretação de texto, aprendemos a esperar o arroz dar o ponto, a explicar e ensinar, aprendemos se gostamos de mais, menos (ou nenhum) coentro, a respeitar o tempo do outro, a usar a faca com segurança, ganhar e perder e, o mais importante, a conviver.

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Marco e Kris

Eu não sou contra a escola, não mesmo, pelo contrário, mas sou um pouco contra esse modelo formal e fechado de como aprender e do que deve ser estudado e aprendido. Sou contra um programa que determina de forma imutável todo o conteúdo didático que cada criança deve acumular em cada ano de sua formação escolar.

A gente não aprende somente sentado, quieto, ouvindo alguém falar sem parar enquanto rabisca num quadro negro. Aliás, esse é o jeito mais improdutivo de aprender. Você, adulto, sabe muito bem disso. Pense na última palestra que você participou. Sentar o dia inteiro e só ouvir algo passivamente dá um sono danado. Lembram da professora do Charlie Brown? Então…

Imagina se antes da lutinha no chão da sala rolasse uma palestra de meia hora sobre o que vale ou não na disputa? Ou se em vez de construir o castelo a gente sentasse por quarenta minutos  para ouvir alguém falar sobre os tipos diferentes de areia e a melhor localização na praia para a tarefa? Não dá, né!

Além disso, no sistema tradicional, o professor detém todo conhecimento, é ele quem vai passar sua sabedoria para as crianças. Mas quem disse que seu filho não tem coisas pra te ensinar também? Quando nos permitimos aprender também com a criança, estamos valorizando essa criança como pessoa, focando no melhor dela, ela percebe sua importância e sua auto-estima só tem a ganhar.

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Alice e Bia

Hoje a proposta era sugerir atividades para o #DiadeAprenderBrincando, mas o que posso concluir é que nesse caso o mais simples pode ser o mais inesquecível. Nossa sugestão é a mais trivial possível: Brinquem juntos, estimule esse brincar livre.

Não precisa ser com um brinquedo comprado. Criem o seu próprio brinquedo ou brincadeira. Mais do que isso, crie memórias para seus filhos, cultivando e aproveitando esses momentos cotidianos de convívio e aprendizado.

Lembre das suas próprias vivências e pense em como estar junto e presente é o que mais importa. Porque daqui a alguns anos o que vai sobrar, entre memórias empoeiradas, não é uma fórmula complicada ou uma regra gramatical chata, mas esses momentos de brincadeira e carinho.

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Beni e Nanda

Aqui mesmo no blog você encontra várias sugestões pra fazer com seus filhos. Atividades com inspiração nerd, ideias para criar um card game, jogos que contam histórias e até receitas temáticas para fazer junto com as crianças no nosso canal do Youtube.

No site www.sesujarfazbem.com.br você também encontra muitas dicas interessantes como jogos para crianças com dislexia, atividades para crianças com síndrome de down, dicas para aprender inglês, ciências, matemática e muito mais!

Esse post é um Publieditorial. Saiba mais sobre a nossa Política de Patrocínio aqui. 🙂

Kathy

Kathy

Jornalista, sonserina, lannister, malkaviana, dobradora do reino da Terra, distrito 3. Transmito o legado nerd ao meu rebento, Samuel, que, pobrezinho, já reclama que ninguém da escola sabe quem é Sauron e nem fazem ideia do que significa conjurar um patrono.
Kathy

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