Harry Potter | Estudos dizem que crianças que lêem a saga são menos preconceituosas

Que a leitura é tudo de bom, todo mundo sabe. Os livros ajudam a formar opiniões e personalidades, e algumas histórias você carrega para sempre, principalmente quando se identifica com os personagens. Harry Potter é, para mim, uma dessas histórias. Li o primeiro livro aos 11 anos e cresci aguardando ansiosamente o lançamento, devorando os livros em noites em claro. Apesar de ser uma clássica Jornada do Herói, com elementos bem conhecidos e personagens já vistos antes (oi Tim Hunter), ou talvez justamente por isso, a história é bem construída e incrível, além de ter servido para abrir as portas para o mundo da leitura Harry Potter também ajuda a formar seres humanos que combatem vários tipos de preconceito. Sério.

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O site Pacific Standard analisou três estudos que comprovam que crianças que lêem Harry Potter se tornam menos homofóbicas, racistas e xenofóbicas. O primeiro estudo, da Universidade de Modena, Itália, foi feito com crianças na faixa etária dos 10 anos. Após preencherem um questionário sobre imigrantes, elas leram passagens selecionadas de Harry Potter. Divididas em dois grupos, um deles debateu preconceito e homofobia e o outro não. O grupo que debateu mostrou uma melhora nas atitudes em relação aos imigrantes, mas só com as crianças que se identificaram com Harry.

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O segundo estudo, com estudantes do ensino médio também da Itália,  mostrou que uma identificação pessoal com o Harry estava associada a uma melhor percepção das causas LGBT. O último estudo, com estudantes universitários do Reino Unido, indicou que estudantes que tinham pouca identificação com Voldemort tinham melhores atitudes em relação a refugiados. Nos três estudos, as considerações finais comprovam que os livros melhoram a capacidade dos leitores de se colocar na posição das minorias. Ou seja: nada de Wingardium Leviosa, Lumos ou Avada Kedavra. A palavra mágica mais importante de Harry Potter é: empatia.

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Não é tão surpreendente assim, porque o tema central de Harry Potter não é sua luta com Voldemort. Todas as relações que ele estabelece ao longo do livro. Seu padrinho (e meu personagem favorito) é um ex-presidiário, um dos seus melhores amigos é um lobisomem, sua melhor amiga é uma sangue-ruim, ele enxerga e ajuda elfos domésticos, e interage com todo tipo de ser sobrenatural que tem seu lugar naquele mundo. E quando o último livro saiu, J.K. Rowling falou, como quem não queria nada, que Dumbldedore era gay. “Ué, porque a surpresa? Faz alguma diferença?” Eu fazia parte de uma comunidade no Orkut (sdds Harry Potter Brasil)  e ainda mantenho muitos amigos virtuais (porém reais) dessa época. Todos eles têm posicionamentos extremamente libertários e se engajam em lutas pelas minorias. Então, pra mim, os estudos só vem comprovar aquilo que #eujasabia.

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Nanda Café

Nanda Café

Feminista que faz ballet e adora cor-de-rosa. Gosta de RPG, fantasia medieval, anime água-com-açúcar e é #teammarvel apesar de Sandman ser da Vertigo. Começou a estudar Quenya, mas como não dava pra fazer isso enquanto comia, desistiu de ser elfa e admitiu para si sua natureza hobitesca.
Nanda Café

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