Games | 8 jogos indie brasileiros para jogar com crianças

A Brasil Game Show está chegando e nós estamos super ansiosas por aqui. Eu sou fã e apoiadora de jogos indie e fiquei muito feliz de saber que esse ano as produtoras independentes terão um espaço enorme na feira (vão ser 36 estandes – 35 deles brasileiros!) e nós já estamos de olho em alguns dos lançamentos anunciados, como Lumen (da Requiém), Shine (Garage 227), Lupy Quest (Too Nerd to Die), Tiny Little Bastards (Overlord) e as nossas grandes apostas: Kriaturaz, o Guardião das Lendas (Messier) e Guerreiros Folclóricos (Unique), já que esses dois jogos têm a premissa de celebrar o folclore e cultura nacional.

Mas enquanto a BGS não chega – e o Dia das Crianças sim – contamos com a ajuda dos colegas do Geração Gamer para apresentar alguns jogos nacionais perfeitos para jogar com os pequenos – seja no mobile ou PC.

Perônio – Pop Up Book (OvniStudios)

Perônio foi finalista do Brasil Indie Games (BIG) Festival 2015 e não é exatamente um jogo, é uma experiência interativas. Ele reúne tudo o que a gente gosta: games, realidade aumentada e livros, com uma arte linda. A proposta é apresentar várias profissões de forma diferente e divertida, e com a realidade aumentada, dá pra trazer o Perônio pro mundo “real” através de um QR code. Perônio está disponível para Android e em breve para iOS. (Idade: 3+)

Ninjin (Pocket Trap)


Finalista do prêmio de Melhor Narrativa do BIG 2014, Ninjin é um jogo mobile (que deve ser lançado em breve para PS4) onde você é um coelho ninja que precisa recuperar suas cenouras roubadas por um xogum maligno. É o tipo de jogo favorito do meu filho – beat’em up – voltado para aquelas crianças que só querem destruir tudo o que aparece na frente, usando vários tipos de armas. (Idade: 5+)

Will (Broz Creative Studio)

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Will é uma coletânea de 6 mini jogos de vários gêneros que variam a cada partida. Quase um Dumb Ways to Die que, em vez de abordar segurança em trens e metrôs, aborda os malefícios causados pelo tabagismo, como fumo passivo, doenças, etc. Criado pelo pernambucano Rodrigo Brandão, a aposta é conscientizar as crianças para suscitar discussões em casa. Como não tenho Android, não posso opinar sobre o jogo #mimimi então vou presumir a indicação etária baseado em outros jogos similares. (Idade: 5+)

Contos de Ifá (3Ecologias)

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Outro game baseado em navegadores, Contos de Ifá também não é um jogo, é uma história interativa. Através de cliques e rolagens do mouse você é levado em uma jornada com visual incrível e trilha sonora perfeita, que conta as histórias os Orixás Exu, Ogun, Oxóssi e Omolu, passando pelas raízes das religiões de matrizes africanas. O jogo foi criado em parceria com o Terreiro Ilê Axé de Oxum Karê e o Centro Cultural Coco de Umbigada de Olinda e é excelente para ensinar diversidade às crianças. Apesar de ser fortemente textual, a linguagem lembra os contos de Anansi e pode se tornar uma experiência divertidíssima. O jogo está nesse link. (Idade: 6+ com adultos, 10+ sozinhos)

DEBORAH Game (FEA-USP)

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O jogo foi ganhador do Games for Change 2014, DEBORAH – que significa Double Entry Bookkeping OR Accounting History – se trata de um game para ensinar a história da contabilidade. O que pode parecer um pouco chato se torna divertido nesse RPG web-based cuja história começa na Mesopotâmia de 3000 a.C. e termina no ano de 2050. O jogo é em inglês (nós também não entendemos isso!) e pode ser acessado nesse link (recomendamos o Firefox). (Idade: 8+)

Liga Sustentável (Mini Chimera Game Studios)

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Não queríamos mencionar jogos feitos em parceria com empresas, mas a Liga Sustentável é uma série bem bacana feita pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, e eles acabaram de lançar um game para iOS e Android. É um jogo bem legal que ensina as crianças a separação do lixo atirado pelo vilão Doutor Imundo com seus dedos e a ajuda dos heróis Menina Metálica, Garoto de Vidro, Paper Boy, Power Plástico e Papão. (Idade: 5+)

Dig a Way (DigiTen Studio)

E já que falamos em BGS, vamos falar desse joguinho que a empresa estará apresentando na feira esse ano. Feito por apenas 2 pessoas, o Dig a Way é um jogo de puzzle/ação para plataformas móveis e já está disponível gratuitamente para iOS. É um jogo bonitinho e divertido, além de exigir raciocínio para resolver algumas fases. Está fazendo sucesso aqui em casa com ajuda da mamãe. (Idade: 8+)

Out There Somewhere (MiniBoss)

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Eu não poderia deixar de fora um jogo da minha queridinha MiniBoss, o estúdio por trás de Towerfall. Out There Somewhere é um puzzle/platformer difícil. Muito difícil. Mas muito, muito divertido. Apesar de ser mais indicado para adultos do que para crianças, meu filho adora jogá-lo (apesar de não conseguir ir muito longe). O site deles tem vários jogos desenvolvidos em jams e outros eventos que são lindos (característica do MiniBoss) e bacanas de jogar. Tem até da Jujuba e da Marceline! Todos exigem algum domínio do PC e bastante paciência, então recomendamos para os maiores. (Idade: 10+)

Aritana e a Pena da Harpia (Duaik)

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“No coração da Floresta vive uma tribo de valentes guerreiros. Tabata, o Cacique, está gravemente doente e Raoni, o Pajé, está cuidando dele. Um poderoso Espírito da Floresta se apossou do corpo de Tabata e só um antigo ritual pode desfazer o feitiço. Infelizmente, o ingrediente mais importante está faltando: uma pena de uma Harpia conhecida por Uiruuetê.” Essa história linda é o background do 100% brasileiro Aritana e a Pena da Harpia. Uma homenagem aos povos nativos indígenas brasileiros, Aritana é um jogo de plataforma onde a mudança de postura define os atributos. Se parece complicado é porque é: o jogo que está disponível na Steam e para XBox pode ter traços infantis, mas não é indicado para os muito pequenos. (Idade: 12+)

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Nanda Café

Nanda Café

Feminista que faz ballet e adora cor-de-rosa. Gosta de RPG, fantasia medieval, anime água-com-açúcar e é #teammarvel apesar de Sandman ser da Vertigo. Começou a estudar Quenya, mas como não dava pra fazer isso enquanto comia, desistiu de ser elfa e admitiu para si sua natureza hobitesca.
Nanda Café

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