LEGO Batman | A versão mais divertida e “gente como a gente” do Homem-Morcego

Quem já jogou algum dos games LEGO ou assistiu a Uma Aventura Lego conhece perfeitamente o tipo de humor que predomina na série. O que na internet é chamado de se “auto gongar”, mas que a gente pode simplesmente resumir como “rir de si mesmo” é já uma das principais características dos jogos e a estréia de LEGO Batman: O Filme, animação da Warner que estreia hoje, 9 de fevereiro, confirma que os filmes devem seguir essa mesma linha, muito acertadamente!

Divertida para adultos e crianças a animação tira mesmo um grande barato do personagem Batman e, importante, consegue fazer isso sem desagradar os fãs mais apaixonados.

Num clima de brincadeira de criança, como se o filme se passasse enquanto os pequenos brincam de LEGO, o longa consegue misturar cenas de ação rápidas e divertidas, reunir os personagens mais icônicos (não só da DC, afinal, até Voldemort, Sauron, King Kong, os Gremlins, entre outros vilões fazem uma pontinha), fazer trocadilhos (e rir muito deles), revisitar diversos momentos do personagem em suas várias fases e ainda escancarar alguns dos segredinhos do homem morcego.

A solidão de Bruce Wayne é mostrada das formas mais tragicômicas, como na engraçadíssima cena em que o milionário esquenta uma lagosta no microondas (em tempo real) ou quando ele assiste sozinho comédias românticas a la “Jerry Maguire” ou ser lamenta por ser o único herói não convidado para uma festa da Liga da Justiça.

Um lado mimado, meio arrogante e egoísta do personagem, muitas vezes deslumbrado com seu “tanquinho” e sua capacidade de sempre salvar Gotham City, assim como a dificuldade do Batman de se relacionar e expressar sentimentos, sejam eles bons ou ruins, se evidencia e se repete em cenas com o mordomo Alfred, com Robin, com Bárbara Gordon e até com o arqui rival Coringa.

É um aprendizado muito legal para os pequenos ver que até mesmo um herói tão forte e poderoso pode se sentir sozinho e triste e ter problemas para se relacionar com as outras pessoas, demonstrar afeto e até entender o que sente. Crianças (e até alguns adultos) vão certamente se reconhecer nas situações e, quem sabe, descobrir como lidar de forma melhor e mais leve com suas próprias dificuldades.

Kathy

Kathy

Jornalista, sonserina, lannister, malkaviana, dobradora do reino da Terra, distrito 3. Transmito o legado nerd ao meu rebento, Samuel, que, pobrezinho, já reclama que ninguém da escola sabe quem é Sauron e nem fazem ideia do que significa conjurar um patrono.
Kathy

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