Cinema | Lucas, Um Intruso no Formigueiro

Agora o papo é sério, pelo menos para mim. Hoje quando fui buscar meu filho, dei de cara com essa cena:

Um valentão (assim que ele se referiu ao garoto), muito mais forte e muito maior que ele, estava apontando o dedo e ameaçando o meu pequeno que estava com cara de apavorado, em pânico. 
Meu primeiro pensamento foi chegar agredir de volta o agressor, mas isso é errado e imoral, e eu não sou tão louca , como já por ai, caso de mães e avós que revidam, se tornando as “valentonas”.

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Nesse caso específico fui direto até o Pedro, meu filho, e questionei o que estava acontecendo, e assim que ele me viu se escondeu atrás de mim e o menino que o agredia veio falar alguma coisa que eu nem ouvi, e e só respondi:

– Ninguém ameaça meu filho. (fiz aquela cara de demônio que só uma mãe enfurecida sabe fazer)

Na seqüência fui conversar com o inspetor de alunos, que me falou que esse menino vive brigando e batendo nos colegas, e que a partir da próxima aula ele ficará separado dos demais para esperar a perua.

Isso tudo me remeteu ao desenho Lucas, Um Intruso no Formigueiro, ou como chamam lá na gringa Lucas, the Antbully , que conta uma historia onde o valentão do bairro sempre o agride, por ser pequeno e de certa forma diferente dos demais.

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Fazendo minha louca análise de mãe, fui buscar no desenho a estrutura que cerca o garoto, se existe algo dentro de sua casa que faz com que se deixe agredir. Identifiquei logo de cara, que a mãe do personagem Lucas, em certos momentos protege demais, ou não percebe que seu filho necessita de uma postura diferente, o pai é completamente alheio ao que acontece com a vida do garoto e a irmã mais velha não se cansa de trata-lo de forma agressiva. Tudo se misturou na minha cabeça e eu, enlouqueci de vez. Será que fiz certo? O que eu devo fazer nessa hora? Deixo ele se virar, mesmo o menino sendo muito, mas muito maior que ele? Estou super protegendo? Ensino a bater? Será que eles está sendo tratado bem o suficiente?

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No desenho, o menino desconta toda a sua raiva, e destrói um formigueiro e repete a frase que era usada contra ele pelo valentão: ” Porque sou grande e você é pequeno

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Na sequencia, Lucas é diminuído para o tamanho das formigas e é obrigado a trabalhar em equipe, para aprender muitas coisas sobre as formigas. Esse encolhimento causou em Lucas um crescimento interno , e ao voltar ao normal muita coisa havia mudado, mas mudou porque ele mudou.

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E nós, como podemos promover esse crescimento em nossos filhos? Qual a linha tênue que separa o “se defender” de “agredir”, na hora de educar? Se você tem alguma dica ou história para contar, fique à vontade, estamos esperando.

Quanto ao desenho, vale a pena assistir com seus filhos, é muito divertido, tem uma mensagem bacana, sem contar que é produção do maravilhoso Tom Hanks.

O final da história pode ser previsível, mas passa várias mensagens que desejamos ensinar para nossos pequenos como amizade, tolerância, trabalho em equipe, os perigos do abuso de poder, enfim, a história é uma aula para os pais e para os filhos.

Curiosidade:

Tom Hanks conheceu essa história através de um livro que estava lendo para seu filho, e se encantou. A partir daí, resolveu produzir a historia e chamou nada mais nada menos que John A. Davis, indicado ao Oscar por Jimmy Neutron – O Menino Gênio para assinar a animação. Essa dupla deu muito certo.

Classificação Indicativa: Livre
Classificação Pac Mãe: Para crianças de todas as idades, incluindo as crianças adultas.

Ly Pucca

Eu sou música, eu sou Rock, eu sou Beatles, eu sou paixão;
Eu sou mulher, eu sou mãe;
Eu sou dormir pouco, e comer muito;
Eu sou amigos, eu sou espírito, eu sou old, eu sou new;
Eu sou Vader, Maul e Luke, eu sou Yoda;
Eu sou foto, eu sou arte,eu sou Pucca!

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  • Táli Tonolli

    Também já passei por situações semelhantes, a ponto de descobrir que meu filho pagava lanche para os “valentões” para não ser agredido.
    A solução, ou próximo disso foi, conversar. Tanto com ele, tanto com a escola. Normalmente as escolas, se eximem de culpa. Expliquei todos os poréns para escola, desde problemas psicológicos a longo prazo e processos judiciais a curto. Vou levar e buscar meu filho todos os dias, pergunto, questiono e incentivo que ele faça o mesmo. Com meu filho é trabalho de formiguinha, explicar que lutar é no tatame ( ele faz judo), não pode bater, não pode arranhar, nem morder, mas se alguém fizer tem que chamar um adulto e vamos conversando. As agressões nesse primeiro momento pararam. Mas todo dia conversamos, desenhamos, que foi a forma que ele consegue se expressar melhor. Mas de tudo isso, o que tiro é que criança questionadora sempre sofre mais.