Cinema | Operação Big Hero: pode monopolizar que deu certo, Disney!

Meu filho esteve viajando por quase um mês e eu aguardava ansiosamente seu retorno por motivos de: filmes de férias. Dezembro e Janeiro têm excelentes lançamentos infantis que perdem a graça se não forem curtidos com a cria e Operação Big Hero é um desses.

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Primeira animação da Disney após a aquisição e usando personagens da Marvel, Big Hero 6 é levemente baseada em uma série de quadrinhos de 1998 que teve 3 edições (e depois mais 5 em 2008). Devo admitir que o império corporativo Disney foi muito esperto em escolher uma série pouco conhecida, porque ao menos para mim, se torna muito mais fácil curtir o filme sem me preocupar com o meu conhecimento prévio da coisa.

E como foi fácil curtir esse filme! Disney e Marvel provam ser uma parceria perfeita porque ambas têm como principal intuito entreter. Operação Big Hero é um filme divertidíssimo e extremamente atraente para crianças. Benjamin, que se amarra em robôs gigantes, já entrou na sala empolgadíssimo com o cartaz do filme que trazia Baymax, o robô fofinho, em sua armadura de batalha. Ele não assistiu aos promos portanto não sabia o que esperar do filme.

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A armadura, inclusive, é uma das referências gritantes aos quadrinhos originais (Gundam, alguém?), já que Big Hero 6 é um time de heróis japoneses desenhados com traços de mangá. O filme manteve essas referências bem leves: os nomes de Hiro e Tadashi, a ambientação (São Fransóquio), alguns costumes (cumprimentos, funerais) e os créditos (wink, wink). A apropriação cultural adaptação de cenário já é velha conhecida do diretor Don Hall, que fez o roteiro de A Princesa e o Sapo e A Nova Onda do Imperador.

Mesmo diluindo as referências (e não passando no teste de Bechdel), ainda considero o filme bem passável no conceito representatividade. O filme é, afinal, sobre Hiro e Baymax e não dá pra esperar Elsa e Anna em todos os lançamentos da Disney. As personagens femininas são tão (ou mais) inteligentes e bad-ass que os masculinos e o time de coadjuvantes está todo em pé de igualdade, cada um com seu domínio no campo da ciência.

O ambiente e o linguajar high-tech podem confundir um pouco o público mais novo. Meu filho ficou levemente disperso na primeira parte, até o acidente que coloca o filme para andar. No entanto, essa primeira parte é bem necessária para a construção dos personagens, motivação e etc, então apesar das cenas de ação serem incríveis e valerem muito a pena, eu não recomendaria para crianças muito pequenas, até porque ele tem cenas emocionais bem fortes.

Se bem que eu não sou parâmetro. Já falei que choro com qualquer coisa (acho que o ápice foi chegar na sala nos 5 minutos finais de Toy Story 3 e me desmanchar em lágrimas sem nunca ter visto o restante do filme), mas Operação Big Hero provou que descontrole sensibilidade corre no sangue e eu tive que passar os minutos finais do filme abraçando um menininho desconsolado com o sacrifício climático de Baymax (não sem chorar também).

Aliás, o robô fofinho atrapalhado inflou tanto em seu coração que suplantou o Banguela e agora eu tenho uma festa de aniversário de Baymax para organizar. Me abraça?

Classificação Indicativa: Livre

Classificação Pac Mãe: 5+ anos pelo technobabble

Indicacao Pac Mãe: Lindo, fofo, vale ser visto no cinema porque a animação é excepcional e porque o curta do começo (Banquete) também é incrível. O casamento Disney-Lee tá de parabéns!

Nanda Café

Nanda Café

Feminista que faz ballet e adora cor-de-rosa. Gosta de RPG, fantasia medieval, anime água-com-açúcar e é #teammarvel apesar de Sandman ser da Vertigo. Começou a estudar Quenya, mas como não dava pra fazer isso enquanto comia, desistiu de ser elfa e admitiu para si sua natureza hobitesca.
Nanda Café

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