Pac Mãe na Cidade | Hobbiton – Matamata (Nova Zelândia), guest post por: Thais Saito

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Thais, Coral, Zé, João e Melissa em Hobitton (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

Oi oi, eu sou a Thais Saito, mãe da Melissa (10), do João (9), do Zé (6, quase 7) e da Coral (2). Hoje vim contar sobre a minha experiência em Hobbiton com as crianças. Hobbiton, como vocês devem estar cansados de saber, é o local da Nova Zelândia onde foram feitas as filmagens de O Senhor dos Anéis e de O Hobbit, adaptações da obra de J.R.R. Tolkien.

Fomos para lá em novembro de 2013. Nós moramos na Nova Zelândia desde 2010 e, para falar a verdade, eu tinha preguiça de fazer esse passeio. Já tinham me falado que não dava pra entrar nas casas dos hobbits e que o passeio era muito curto. E é caro. Especialmente quando a gente vai pagar seis entradas. (veja aqui os valores do tour, para adultos aproximadamente R$ 150, crianças de 10 a 14 anos, R$ 75, de 5 a 9 anos, R$ 30, abaixo de 5 anos, gratuito.) Mas, como a minha prima veio nos visitar e ela queria conhecer Hobbiton, tomamos coragem e fomos.

Agendamos o passeio pela internet no site www.hobbitontours.com e saímos de manhã cedo de casa, pois são três horas de carro de Auckland, onde moramos, até Matamata.

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Information Centre ( i-SITE) temático em Matamata, Nova Zelândia (foto: reprodução internet/divulgação)

Chegamos lá no Information Centre e foi uma surpresa! Toda cidade tem seu Information Centre, que é onde os turistas perdidos vão pedir informações, mas o de lá era lindo demais! Era uma casa Hobbit! Já fiquei encantada ali e até esqueci o cansaço da viagem. As crianças adoraram e ficaram indo de uma janela redondinha pra outra. Lá pagamos o passeio e esperamos o ônibus que nos levaria até Hobbiton.

Uma viagem de ônibus de uns 15 minutos, o guia falando, explicando sobre a cidade, a filmagem, a fazenda. Foi rapidinho, mas o guia ficou o tempo todo brincando com as crianças, chamando de “hobbit” e eles acharam tudo engraçado.

Quando o ônibus chegou na fazenda eu pensei: “puxa, igualzinho a todas as outras fazendas da Nova Zelândia” e fiquei meio decepcionada. Mas as crianças se divertiram muito contando ovelhas.

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Coral sendo linda prestes a conhecer Hobbiton 🙂   (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

A surpresa mesmo veio quando a gente entrou em Hobbiton. Era outro mundo! Tudo MUITO lindo, perfeito, absolutamente igual ao filme. A guia explicava o que era, o que tinha sido filmado ali e dava um tempo pra gente tirar fotos.

O primeiro lugar onde a gente parou foi onde o Bilbo passou gritando, no começo do filme, “I’m going on an adventure!” (clique aqui para ver a cena). Todo mundo quis fazer igual e filmar!

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A família curtindo o Condado (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

As crianças estavam encantadas! Aquelas casinhas lindas, com todos os detalhes (mesinhas e cadeiras para fora, com copos e pratos, cestos de roupas, legumes, livros….) e do tamanho perfeito pra eles!

Em algumas casinhas, a gente podia chegar até a porta, mexer nas coisas que estavam para fora, ver os detalhes de pertinho. Em outras casas, só podíamos chegar até a cerca.

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“Num buraco no chão vivia um hobbit” (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

Uma coisa que eles amaram foi poder abrir as caixas de correio. Foi uma festa vendo se alguém tinha recebido carta.

O passeio durou uma hora, mais ou menos, andando. Sobe morro, desce morro. Pára, ouve a explicação sobre o lugar, tem uns cinco minutos para tirar foto, anda de novo.

A subida até chegar na casa do Bilbo foi meio difícil com a pequena, porque ela tinha um ano e meio, mas queria ir andando, então a gente ficou bem pra trás da turma e acabou não ouvindo o que a guia falou. Já lá em cima, foi uma surpresa descobrir que aquela árvore enorme e linda era falsa.

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“Quando se procura geralmente se encontra alguma coisa, sem dúvida, mas nem sempre o que estávamos procurando.” (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

Lá em cima, no Bolsão, a gente pôde entrar em duas casinhas. Nada dentro, infelizmente. Tinha o espaço suficiente pra uma pessoa ir de um canto pra outro e só. A casa vazia foi super decepcionante pras crianças. Se eu soubesse, teria me atrasado de propósito só pra não ver essa parte e deixar a imaginação deles rolar.

A visita terminou no Green Dragon, com uma bebida grátis por pessoa. Uma pena que veio em copos, e não em canecas – como no filme. O lugar era maravilhoso, com um lago em frente, a decoração perfeita (veja aqui a cena de Pippin e Merry cantando sobre o Green Dragon). Os banheiros eram limpinhos, mas bem normais, sem nenhuma decoração especial.

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Finalizando o passeio em Green Dragon (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

Pontos importantes:

– Dá pra fazer o passeio com carrinho de bebê. No nosso grupo tinha um casal com um bebê no carrinho. Tranquilo.

– É muito rápido. As nossas guias andaram MUITO rápido. Elas esperavam as pessoas chegarem pra falar, mas como eu estava com a bebê que teimava em andar, não consegui ouvir nada – quando a gente chegava, a explicação tinha acabado. Uma das guias percebeu e depois veio do meu lado, explicando de novo, coitada, mas não sei se todos os guias fazem isso.

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“É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa” (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

– POUQUÍSSIMO tempo pra tirar foto. Tem muito detalhe, muita coisa linda e eu queria ficar horas explorando, tirando fotos, descobrindo. Mas não dava. As crianças preferiram ficar explorando a ouvir as curiosidades.

– É tudo PERFEITO. Incrível ver o nível de detalhes que eles colocam em um lugar que apareceu tão pouco! Por outro lado, era meio triste porque a gente queria ver tudo de pertinho e não podia entrar em mais da metade das casinhas.

– Vale a pena ficar de olho, algumas das casas são em escala maior – porque os hobbits precisavam parecer pequenos, e outras são em escala menor – para o Gandalf parecer enorme ao lado deles.

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Melissa, Coral, Ângelo (marido da Thais), João e Zé (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

– Eu não recomendo ir em dia de chuva, porque deve ficar escorregadio (e também fica mais difícil de ver as coisas) e nem em dias de sol forte. O nosso passeio era às 4 da tarde, mas mesmo assim, o sol estava bem forte. Eles oferecem sombrinha/guarda chuva pra quem quiser, mas fica meio difícil usar sombrinha e ajudar criança e tirar foto e ver tudo. Ou eu que sou desajeitada.

– Fecha MUITO MUITO cedo. Como tudo por aqui. O nosso passeio acabou umas 17h30 e a lojinha de lembrancinhas estava FECHADA! Foi muito triste.

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Apreciando a vista (foto: arquivo pessoal – Thais Saito)

– Quase em frente ao Information Centre tem um restaurantezinho que chama Redoubt e é bem legal. As pizzas têm nomes inspirados no Tolkien e é tudo bem feito.

– Para quem estiver passeando, acho que vale a pena passar uma noite em Rotorua e conhecer os geiseres e fontes termais e tudo o mais, porque a viagem de volta foi bem longa.

– Duas últimas dicas para quem vier para a Nova Zelândia e for muito nerd:

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Weta Cave, em Wellington, NZ, (foto: reprodução internet/divulgação)

Primeiro, recomendo MUITO ir até Wellington e passear pelo Weta Cave. MUITO legal. O Weta Cave é uma loja e um mini-museu, minúsculo, da Weta Digital, empresa fundada pelo Peter Jackson. Pensa uma sala. Assim. Mas tem TANTA coisa de todos os filmes que eles fizeram! Objetos, acessórios e figurinos utilizados em filmes. Minhas crianças, quando a gente foi, ainda não gostavam muito do Tolkien, mas eles amaram! Mas é longe pra caramba de Hobbiton, dá umas seis horas de carro, partindo de Matamata.

Em segundo lugar, na própria Weta Cave há uma visita agendada ao estúdio Weta. É pago e é bem rapidinho, deve dar uma hora. Mas esse também super vale a pena. Eles mostram as armas, os figurinos, os carros, etc, que fizeram lá. Explicam como as coisas foram feitas, deixam a gente pegar nas coisas. Só não pode tirar foto. E sempre tem gente fazendo alguma coisa na hora e a gente pode ver, fazer perguntas. Só não recomendo pra quem tem criança pequena, que não consegue “não encostar”, hahaha.

Kathy

Kathy

Jornalista, sonserina, lannister, malkaviana, dobradora do reino da Terra, distrito 3. Transmito o legado nerd ao meu rebento, Samuel, que, pobrezinho, já reclama que ninguém da escola sabe quem é Sauron e nem fazem ideia do que significa conjurar um patrono.
Kathy

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  • Andrezza

    Que nota otima!!!!
    Meu marido tem uma prima na NZ e ja sabemos um passeio que nao podemos perder!! Adorei!!

  • Nossa, fiquei morrendo de vontade de ir para a Nova Zelândia agora!!
    Super Post!! Muito bom!! =)

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