Pac Mãe na Cidade | Visitando o Ghibli Museum em Mitaka, Japão

Para acompanhar a temática das postagens recentes do Pac Mãe, como os lindos Personalizados para festa do Meu Vizinho Totoro e os filmes recomendados para o Dia Internacional da Mulher, para a minha estreia como colaboradora, escolhi falar de uma das minha primeiras experiências como Pac Mãe, que foi quando confirmei minha gravidez durante o intercâmbio que fiz para o Japão em 2009 e tive a oportunidade de conhecer o encantador Museu do Estúdio Ghibli.

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O museu fica afastado do centro de Tóquio, na região de Mitaka, ao lado de um parque chamado Inokashira. Não possui estacionamento, portanto a recomendação é para que as visitas sejam feitas utilizando transporte público. O ingresso deve ser comprado antecipadamente pela internet ou em lojas de conveniência no Japão. Mais informações sobre ingressos e horário de funcionamento podem ser encontradas no Site Oficial do Museu (em inglês).

foto: uwstudyabroad

Ônibus que leva da estação até o museu. foto: uwstudyabroad

 Comprei meu ingresso lá no Japão mesmo, pela loja de conveniência. Já fica agendado o dia e o horário da visita. Fui de metrô e desci na estação de Mitaka. De lá, é possível continuar o trajeto à pé ou pegar um ônibus até o museu. Decidi ir à pé para aproveitar a paisagem. O caminho é bem arborizado, bem sinalizado e ao longo do caminho você encontra placas temáticas indicando a distância até o museu. Muito fofas!

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Placas sinalizando o caminho, o Totoro na entrada e a vista de cima do pátio externo.

 

Chegando ao museu, a primeira coisa que encontramos é o Totoro nos aguardando na recepção! Até chegar no hall de entrada, passamos por um jardim lindinho, cheio de detalhes para serem descobertos. Antes de entrar, trocamos o ingresso sem graça da loja de conveniência por um super fofinho feito de películas 35mm originais utilizadas em cinemas com cenas dos filmes do estúdio, que pode ser levado para casa como lembrança!

foto: tokyotimes

Ingresso da loja de conveniência e a fila pra entrar. foto: tokyotimes

Ingresso bonitinho! foto: tokyotimes

Ingresso bonitinho! foto: tokyotimes

Entrando no museu, câmeras e celulares passam a ser proibidos. Eu cometi a gafe de tirar uma foto lá dentro e levei bronca dos staffs, mas juro que olhei para todo lado antes e não avistei nenhum sinal de placa proibindo. Ainda bem que a minha cara de estrangeira me salvou de uma bronca maior hehe

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Portão de entrada. foto: tokyotimes

O museu é totalmente acolhedor, não poderia esperar nada diferente de um lugar desenhado pelo próprio Hayao Miyazaki. O primeiro andar, chamado “Where a Film is Born” (Onde um Filme Nasce, tradução livre), é composto de 5 quartos que nos dão uma ideia de como os filmes são desenvolvidos. Mergulhamos entre materiais expostos nas paredes, como storyboards, cenas de filmes em acetato, brinquedos, livros em que, se passadas as páginas rapidamente, nos mostram a mágica da animação acontecer, vários objetos que nos remetem aos filmes clássicos, zootropos, como o “Bouncing Totoro” e o “Rising Sea Stream“, totalmente encantadores. O ambiente foi construído como se fosse uma casa antiga. É como se todo o museu fosse um recanto dos mestres do estúdio, que deixaram seus objetos de inspiração ali para nossa apreciação. Você se sente totalmente à vontade, como se estivesse na casa de um parente querido.

Bouncing Totoro

Bouncing Totoro

Dentro do museu há o cinema “The Saturn Theater“, com capacidade máxima de 80 lugares, e que exibe curta-metragens exclusivos. Infelizmente, no dia em que eu fui, essa sala estava fechada. =/

Para as crianças, no segundo andar, existe uma sala com um Nekobus (o ônibus-gato do filme Meu Vizinho Totoro) gigante de pelúcia. Fiquei morrendo de inveja dos pequenos e queria pular nele também hehe

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Nekobus. foto: jamtokyo

Passando pelo Nekobus, encontramos uma escada externa em espiral que leva até o terraço, onde encontramos o guardião do museu, o Soldado Robô, do filme Laputa, O Castelo no Céu. Depois dele, há uma trilha que dá a sensação de te levar para dentro da floresta, e escondida no final do caminho está uma pedra da sala de controle do castelo do mesmo filme!

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Soldado Robô do filme Laputa. foto: sakura-hostel

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foto: tokyotimes

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foto: tokyotimes

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Detalhes foto: tokyotimes

As lojinhas que encontramos por lá são a “Mamma Aiuto Museum Shop” e uma livraria imperdível, a sala de leitura “TRI HAWKS”. O nome dela é a tradução para o inglês de Mitaka, onde se localiza o museu. Lá, os visitantes podem conhecer livros recomendados pelo próprio Miyazaki! Na loja Mamma Aiuto, é possível encontrar lembrancinhas de praticamente todas as obras do estúdio. Pelúcias, chaveiros, películas 35mm semelhantes às que vc ganha de lembrança no ingresso, DVDs, Artbooks, resumindo, dá para falir ali dentro! [depois atualizo o post com as coisas que eu comprei, se quiserem.. estão encaixotadas no momento]

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Pátio externo que leva até o Straw Hat Cafe. foto: tokyotimes

 

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Outros detalhes. foto: tokyotimes

E depois do momento consumista do dia, a melhor forma de terminar o passeio é com um delicioso lanche no Straw Hat Cafe. Com um cardápio agradável, é possível fazer uma refeição completa com ingredientes orgânicos ou apenas apreciar um café lindamente decorado pelos staffs. Bom momento para apreciar a beleza da parte externa do museu, do pátio rico em detalhes muito bem pensados que se escondem pelas plantas, pelas janelas, em cada objeto. Dá para esquecer do tempo nesse lugar!

 

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Straw Hat Cafe. foto: japan-hub

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Cafés decorados na hora. foto: japan-hub

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Várias opções fofas!

Espero ter conseguido passar um pouco da emoção que senti ao visitar o museu mais encantador que já tive a oportunidade de conhecer. Obrigada por lerem até aqui!

***UPDATE***
À partir do dia 10/06/2016, foi disponibilizada a compra de ingressos para residentes no exterior pela internet.
Mais informações no site da loja LAWSON (em inglês).

Daniela Bandeira

Daniela Bandeira

Mãe do Lucas (5), amante da cultura japonesa, literatura, cinema, animações, séries, games, música e tudo que envolve Disney. Formada em Língua e Literatura Japonesa, porém não atuante na área. Tem a fotografia, a culinária e a costura como hobbies e sonha dar a volta ao mundo.
Daniela Bandeira

Talvez você goste de:

  • Gabriela Bandeira

    A sua visita está bem descrita neste post, consegui imaginar o passeio, e as fotos ajudaram a ilustrar a imaginação. Aguardando ansiosamente a próxima publicação.

    • Gabriela

      * ilustrar a leitura.
      Desculpe o erro.

      • Daniela Bandeira

        Obrigada, Bia! ♥

  • Daniela

    Olá, muito interessante esse museu, e gostaria muito de visitar tb! Mas li em muitos blogs que é necessário comprar até 3 meses antes esses ingressos, pois esgotam muito rápido… Mas vi que vc comprou quando chegou ao Japão mesmo, gostaria de saber se foi tranquilo comprar para o dia planejado. Obrigada!

    • Daniela Bandeira

      Oi xará! (rs)

      Então, como quando eu fui, eu estava em um intercâmbio de 2 meses, foi tranquilo adequar os horários disponíveis! Comprei numa máquina de auto-atendimento numa loja de conveniência (tutorial da loja http://www.lawson.co.jp/ghibli/museum/ticket/english.html). Lá já mostrava os dias e horários disponíveis. Acho que comprei com antecedência de uma semana =)
      Se seu horário disponível estiver muito apertado, tenta comprar antecipado através de uma agência de viagens que venda pacotes para o Japão! =)

  • Vitor Urubatan

    Cara que foda o lugar!
    Puts queria muito que fosse comum filmes do estúdio Ghibili nos cinemas aqui do Brasil.