Cinema | Um Time Show de Bola

Depois de uma cena inicial trazendo uma referência engraçadíssima a “2001, uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick, “Um Time Show de Bola”, que estreia hoje (29/11) no Brasil,  mostra uma situação que nós pais e mães conhecemos muito bem:  uma criança completamente encantada com um viciante joguinho num tablet, e que não parece nem um pouco interessada em ouvir a história incrível que seu pai quer contar.

A primeira animação do diretor argentino Juan José Campanella, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010 por “O Segredo de Seus Olhos”, foi inspirada em um conto de seu conterrâneo, o cartunista e escritor Roberto Fontanarrosa, falecido em 2007.

“Um Time Show de Bola” conta a história de Amadeo, garoto que é um talentoso jogador de pebolim (“metegol” em espanhol ou “totó” em alguns lugares do Brasil), e que cai no erro mais fatal que qualquer  nerd magricela pode cometer: arranjar confusão com os valentões da cidade.

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Para o deleite de todos que já sofreram algum tipo de bullying  na infância o pequeno Amadeo não só se livra do grupo rival, mas com a ajuda de seu talento no pebolim, humilha publicamente o líder do bando. Ele só não contava que o tal rapaz se transformaria no futuro em um jogador de futebol famoso (e um tanto quanto pretensioso), Ezequiel, que resolve voltar à cidade para se vingar de sua “única derrota”.

Auxiliado por Laura, amiga de infância pela qual – é claro – Amadeo é apaixonado, pelos jogadores de seu time de pebolim que, magicamente, criam vida – e personalidades divertidíssimas – e também por vários moradores de seu pequeno povoado, Amadeo resolve encarar o desafio: jogar uma partida de futebol de verdade! 

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Mostrando que o futebol é um esporte onde, pelo menos em suas origens, há lugar para todos: pequenos, grandes, jovens, velhos, talentosos e pernas de pau, ricos e pobres, homens e mulheres, o filme agrada aos adultos e às crianças. 

Meu filhote Samuel, de 7 anos, um pequeno alucinado por futebol, do tipo que conhece os times mais obscuros e cita jogadores por nome e sobrenome, divertiu-se e gargalhou tanto quanto Alice, de 5 anos, filha da Bia, aqui do Pac Mãe, que, digamos, não tem o futebol como sua temática favorita. Olha os dois aí embaixo 🙂

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Voltando à cena que abre o filme, aquela em que a criança joga num tablet, você se identifica com ela de que forma? São os seus filhos que jogam games demais, ou é você quem deixa escapar alguns momentos “de verdade” ao lado deles para se dedicar aos cliques numa tela com touch screen? O próprio Campanella, em entrevista à Bia Siqueira que publicamos ontem aqui no Pac Mãe, confessou que em seu caso, o viciado em cliques é ele próprio.

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Pra arrematar, algumas curiosidades:

Na versão em inglês de “Um Time Show de Bola” Amadeo é dublado por Rupert Grint (Rony Weasley, de Harry Potter).

Os bonequinhos do pebolim são fofos demais! Na mesma hora nos remetem a  Toy Story. Capi, o capitão do time, lembra muito o Xerife Woody, não só por ser o “preferido”, mas por manter a postura de “líder” do grupo, mesmo fora do campo. A diferença está, claro, no fato de que Amadeo, ao contrário de Andy, conversa e interage com seus amigos de brinquedo.

Beto, outro dos bonequinhos,  tem a irritante e engraçadíssima mania de falar de si mesmo em terceira pessoa, assim como outros jogadores famosos de futebol, como Pelé, Viola  e, mais recentemente, Alexandre Pato.

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biasiqueira7

Produtora que gosta de cinema, música, quadrinhos, games, livros, esportes e tudo o mais. O negócio é que quando ela gosta de alguma coisa, gosta de verdade! Passa os dias tentando arrumar tempo pra treinar arco e flecha e se manter atualizada nas 765 séries que assiste. Mãe da Alice (8) uma menina criativa, que ama ouvir histórias.

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