Cinema | Barbie Rock’n Royals traz mensagem sobre conviver com as diferenças

 

Antes de falar sobre o filme, uma breve explicação: Eu AMO a Barbie! Sem neuras, e sem encanações! Minha maior frustração em matéria de colecionáveis foi ter doado todas as minhas Barbies em uma época rebelde da adolescência. Já falei antes aqui sobre como acho ruim o preconceito que muitas pessoas tem com tudo o que é considerado “de menininha”, “girly”.

Acho ruim porque não há problema algum em gostar de bonecas, de rosa, brilhos e princesas. Não é atestado de fragilidade ou futilidade, não é pior nem melhor do que nada.

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O problema, na verdade, é só dar essa única opção para as meninas, cercando as pobrezinhas de um mundo cheio de purpurina, cabelos lisos ditos como maravilhosos (no filme, a personagem Erika aparece somente com cabelos alisados, mas a boneca tem cabelos mais crespos, menos mal), lilás, pink e corpos irreais (isso também precisa mudar!).

Outro problemão é proibir os meninos de acessarem esse mundo cor de rosa fashion e brilhante ou ridicularizar os que tentam fazê-lo. Mesmo sem proibição ou crítica, meu filho Samuel, 9 anos, ficou super contrariado ao saber que iríamos assistir ao filme da Barbie. Bradava aos quatro ventos: “só estou acompanhando a minha mãe”, mas no final, curtiu muito a história, e saiu repetindo: “nossa, mãe, não achei que o filme seria tão legal!”

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Óculos da Barbie: me gusta! 🙂

Sim, filho, e saiba que brincar de boneca também é legal, para meninos e meninas. Meninos também gostam de brilhos, de moda, de pentear cabelos, precisam e gostam sim de receber mensagens sobre amizade e companheirismo em filmes e desenhos.

Tenho plena consciência de que muita coisa na Barbie precisa ser discutida, muita coisa precisa ser reavaliada, mas acho que o filme Barbie Rock’n Royals foi um belo de um acerto.

Assistimos ao filme no sábado passado, num evento muito bem organizado, bonito (e lotado!) realizado no Theatro Net, aqui em São Paulo (veja fotos – de Raphael Castello – abaixo). Antes do musical rolou um pocket show com a cantora Manu Gavassi, que interpretou o tema do filme.

Na história Barbie interpreta Courtney, uma princesa que por um engano troca de lugar com a pop star Erika, e vai parar em um acampamento pop,  enquanto a cantora acaba num acampamento voltado para a realeza.

Tanto Erika como Courtney precisam aprender a conviver e respeitar as diferenças de comportamento, atitude e vestuário dos novos amigos. Lidam com preconceitos e aprendem a não temer nem rejeitar o que é diferente. A mensagem do filme é de união e de amizade.

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Sim, é um filme cor de rosa e com muitos brilhos, mas não é só para meninas. Tem personagens masculinos que gostam de dançar, cantar e de tocar instrumentos musicais, tem Barbies com tons de cabelo variados, idades variadas (crianças, adolescentes e adultos), e tem bastante diversidade em roupas e acessórios.

Pontos negativos: não gosto muito do estilo de animação, acho os personagens meio “robóticos”, dá uma sensação meio estranha. Também, como falei antes, senti falta dos cabelos crespos e de mais diversidade nas cores de pele e formatos de corpo (tem um “Ken” negro, mas não tem Barbies negras).

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Durante o mês de setembro, o filme Barbie Rock’n Royals poderá ser assistido em todo o Brasil nas salas de cinema da rede Cinépolis. O filme também já está disponível nas versões DVD e Blu-Ray em todas as lojas, a partir de R$ 39,99.

Ranking Pac Mãe:

Classificação Indicativa: Livre
Classificação Pac Mãe: Livre e, por favor, podem chamar os meninos para assistir também!

Veja o trailer de Barbie Rock’n Royals:

Kathy

Kathy

Jornalista, sonserina, lannister, malkaviana, dobradora do reino da Terra, distrito 3. Transmito o legado nerd ao meu rebento, Samuel, que, pobrezinho, já reclama que ninguém da escola sabe quem é Sauron e nem fazem ideia do que significa conjurar um patrono.
Kathy

Talvez você goste de:

  • Katia Leandro

    Concordo com você e também adoramos esse filme. A Sofia adora todos os filmes da Barbie, mas também assiste os filmes que geralmente agradam mais aos meninos. Ela curte tudo sem preconceito. Parabéns pelo texto.

  • Camilla Werner

    Nós adoramos!!! E to me sentindo das minhas pequenas terem saído no PacMãe! 🙂

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