Sessão da Tarde Com as Crias | Um Herói de Brinquedo

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Antes de começar esse post eu preciso dizer que  me recuso a começar a enfeitar a casa pro Natal antes de dezembro chegar. Me recuso. Emburro. Acho um saco essa história dos shoppings cheios de renas e neve caindo em pleno começo de novembro e por mais que eu curta um chocotone (nham!) acho um absurdo lotarem as prateleiras dos supermercados com essas delícias desde outubro, quiçá setembro!

Mas, porém, todavia, entretanto, eu adoro Natal (de verdade!) e gosto muito de assistir filmes com essa temática. Na semana passada revi, dessa vez com o Samuel, um filme de Natal de 1996, Um Herói de Brinquedo (Jingle All the Way). 

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Além de ser um filme de Natal, Um Herói de Brinquedo é um filme do Schwarzenegger tentando ser meigo (bem no estilo “Um tira no Jardim da Infância) e também é um filme que tira um barato enorme da loucura coletiva que invade as pessoas nessa época do ano.

Schwarzenegger é Howard, um pai ocupado que nunca tem tempo de brincar com seu filho Jamie (o lindinho Jake Lloyd, a.k.a. Anakin Skywalker de Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma).

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Jake em “Um Herói de Brinquedo”, em 1996…

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… e como Anakin, em 1999

Então, como um perfeito exemplar de pai ausente, ele resolve tentar se redimir de suas faltas com bens materiais e promete ao pequeno como presente de Natal o brinquedo febre do momento, o sonho de todas as crianças: o boneco “Turbo Man”.

O robozão Turbo Man nos remete, não só no nome, mas também no jeitão da filmagem e do uniforme, diretamente aos Tokusatsu, esses filmes e séries de heróis japoneses no estilo Jaspion, Changeman, Ultraman, Flashman e etc e tal. O filme, aliás, começa exatamente com um episódio do “Turbo Man” que Jamie está assistindo.

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Acontece que o “paizão” deixa para comprar o tal boneco em plena véspera de Natal e, é claro, o brinquedo está esgotado em todos os lugares. Em sua saga à procura do Turbo Man, Howard enfrenta filas absurdas, shoppings lotados, correrias, presos abusivos, esbarra em uma verdadeira máfia composta por papais noéis e duendes, e ainda conhece o seu rival, o carteiro Myron (Simbad), que também está em busca do presente para o filho.

O roteirista Randy Kornfield declarou que escreveu o roteiro original do filme depois de testemunhar seus sogros irem a uma loja de brinquedos em Santa Monica, na Califórnia, pela madrugada, a fim de obter um Power Ranger para seu filho. O produtor do filme, Chris Columbus afirma ter vivido situação semelhante em 1995, quando ele mesmo tentou obter um boneco do Buzz Lightyear, do filme Toy Story, lançado naquele ano.

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 Os produtos do Turbo Man aparecem por todo o filme: o seriado, o próprio boneco, pijamas, camisetas, revista em quadrinhos, toda a sorte de licenciados. O momento mais aguardado do desfile de Natal mostrado na história é, justamente, a presença “ao vivo” do Turbo Man.

Apesar de toda a crítica que o filme faz à sociedade de consumo, a ironia é que o boneco falante do Turbo Man foi realmente lançado, sendo hoje peça de coleção, nomeado como “Vintage Action Figure”. Numa pesquisa rápida pela internet, encontrei alguns exemplares sendo vendidos pela bagatela de US$ 300,00.

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Ainda assim, super recomendo o filme, que tem momentos extremamente engraçados, numa linha meio “pastelão”, mesmo, mas que as crianças curtem muito. Além do mais, a história deixa claramente a lição de que os momentos que passamos verdadeiramente junto com as crianças valem muito mais do que qualquer brinquedo caro do momento.

Importante utilizar o filme como ferramenta para conversar com os pequenos sobre os exageros que essa época do ano trazem e quais são os verdadeiros valores que queremos passar com o Natal e os presentes pra quem a gente gosta.

Ah! Última e melhor notícia: O filme está na Netflix!

Kathy

Kathy

Jornalista, sonserina, lannister, malkaviana, dobradora do reino da Terra, distrito 3. Transmito o legado nerd ao meu rebento, Samuel, que, pobrezinho, já reclama que ninguém da escola sabe quem é Sauron e nem fazem ideia do que significa conjurar um patrono.
Kathy

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  • Andrezza

    Adorei o post!! E a dica!! Também amo Natal e filmes de Natal! Sento com os 3 e curtimos tardes inteiras de filmes natalinos!!! Meu preferido é “Expresso Polar” mas tem um montão mais!! (Gremilins, por exemplo, hahahaha!!!).
    Vc podia fazer um post especial com uma lista de filmes, né?!
    Beijos!

    • Kathy

      Que idéia legal! Vou fazer sim, Andrezza! Além de adorar Natal eu também adoro listas! 😀