Vida de Mãe | Guia/”coleirinha” infantil: listamos as opiniões contra e a favor

Não é fácil ser mãe. O que não faltam são os dedos apontados em julgamento, seja qual for a sua escolha. Ontem postamos uma foto em nossa Fanpage que rendeu muito debate. Uma cosplayer na New York Comic Con vestida de Daenerys, de Game of Thrones, levando duas crianças vestidas de dragão nessas guias infantis, também conhecidas como “coleiras”.

Como vocês sabem, temos várias mães na equipe do site. Metade das editoras e colaboradoras concordam com o uso da guia, enquanto a outra metade diz que não usaria. Resolvemos listar, então, as opiniões favoráveis e contrárias para que todas nós possamos ler, refletir e compreender os motivos e as escolhas de cada mãe. O objetivo aqui não é julgar nem guerrear, mas apenas ter contato com outras opiniões e empatia por quem pensa diferente.

 

Por que eu sou contra o uso de guias infantis?

  • “Sou contra porque acho que quando estamos com as crianças precisamos estar verdadeiramente presentes e atentas”
  • “Acho muito feio um adulto arrastando crianças amarradas como se fossem animaizinhos incontroláveis”
  • “Algumas mães usam as guias apenas por comodidade ou preguiça, deixando de prestar atenção devida às crianças”
  • “Acho que as crianças, desde muito pequenas, são plenamente capazes de entender absolutamente tudo o que conversarmos com elas. É necessário conversar e explicar, quantas vezes for necessário, que elas simplesmente não podem soltar as mãos dos pais em lugares mais perigosos ou lotados.”
  •  “Usar uma contenção física para segurar uma criança que está explorando o mundo desumaniza a relação, por isso a comparação imediata (e que algumas mães acham ofensiva) com coleirinhas de cachorro”
  • “Aliás, convenhamos, até mesmo os cachorrinhos conseguem entender que não devem puxar uma guia, por que crianças não conseguiriam?”
  • “Outra coisa que crianças (assim como os cachorros) entendem rapidinho: ‘obaaaa, se eu puxar bem forte consigo ir onde quiser’ e assim vemos pais sendo arrastados pelos shoppings por criancinhas de dois anos”
  • “O uso das guias passa uma falsa segurança porque faz com que a criança entenda que quando ela estiver sem coleira, pode correr sem parar.”
  • “Meu problema com a guia é a acomodação! É colocar a criança na guia para poder olhar vitrine ou ficar no celular.”
  • “Se eu precisar falar mil vezes para meu filho obedecer, dar a mão, não correr, prestar atenção nos perigos, mil vezes será dito. Prefiro conversar a ter que usar a contenção física da guia”
  • “Muitos pais usam a coleira para poderem cuidar de suas coisas sem nem prestar atenção ao que a criança está fazendo.”
  • “Sou a favor de conversar com a criança sempre. Na vida não tem coleira.”
  • “Acho parecido com bater pra educar porque quando você bate a criança não aprende o porque da atitude errada, talvez ela só deixe de fazer aquilo porque sabe que vai apanhar.”
  • “Se tem aglomeração, não vou com crianças. Simples assim. Sem justificativas. Evito passeios assim porque são sufocantes para crianças e deixa todos estressados.”
  • “Acho diferente do que ir amarrada num carrinho, já que nesse caso por conta do movimento e numa parada brusca a criança pode cair. Além disso no carrinho a criança fica confortável, pode descansar e dormir, diferente da guia, que só serve para segurar.”

Por que eu sou a favor do uso de guias infantis?

  • “Guias infantis são um item de segurança, assim como a cadeirinha de carro, principalmente pra quem tem mais de um filho”
  • “Eu era contra até meu filho sumir por dois minutos na Eurodisney. Foi quando comprei uma.”
  • “Eu até acho meio estranho mas em lugares com aglomeração prefiro ser errada com o meu filho do que querer parecer certa e ficar desesperada!”
  • “Acho que é uma questão cultural. Quando morei no Japão eu via o tempo todo crianças usando guia. Acostumei.”
  • “Além de achar seguro, acho fofo os bichinhos de pelúcia, tipo mochila”
  • “Algumas crianças são espoletas e agitadas e não dão a mão, precisando das guias para a própria segurança”
  • “Crianças menores nem sempre entendem o perigo e nem sempre fazem o que a gente espera”
  • “Para sair com mais de uma criança pequena é muito mais fácil, em especial quando a mãe ou o pai estão sozinhos”
  • “Em um ambiente diferente da rotina da criança, como numa viagem, parque de diversão, evento lotado, a guia é uma opção segura”
  • “Carrinho todo mundo usa e a criança vai amarrada. Qual a diferença?”

Plus: opiniões meio termo

  • “Eu não vejo como um item que vc tenha que usar toda vez que colocar o pé pra fora de casa com a criança, mas num evento, lugar cheio, etc, pode se útil.”
  • “É uma ferramenta a mais, que pode ser bem ou mal utilizada, assim como qualquer outra coisa”
  • “Não uso guia pois só tenho um filho e ainda consigo correr atrás dele. Se tivesse dois dele eu consideraria o uso.”

E vocês, o que acham? Usam as guias infantis? Contem pra gente e mandem relatos das suas experiências, por favor!

Kathy

Kathy

Jornalista, sonserina, lannister, malkaviana, dobradora do reino da Terra, distrito 3. Transmito o legado nerd ao meu rebento, Samuel, que, pobrezinho, já reclama que ninguém da escola sabe quem é Sauron e nem fazem ideia do que significa conjurar um patrono.
Kathy

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  • Dani Kioshima Romais

    Oi Kathy…
    Eu comprei uma quando o meu filho tinha 2 anos e meio – quase 3. Estava sozinha com ele, e precisava ir ao mercado. Entao achei que a tal coleirinha ou guia seria pratica e segura. Pra mim foi a pior viagem! Alem de me sentir um ET por colocar o filho numa guia, por 2 vezes quase dei de cara no chao, pois o menino corria, a guia me puxava e eu ia com sacola e tudo estabanadamente pela rua. Outra coisa, achei que essa guia dah uma falsa sensacao de seguranca. Achando que a crianca estah segura, acabamos baixando a guarda visual e aih a mao solta a guia e lah se vai a crianca pro meio da rua.
    No final das contas, usei a tal guia uma vez soh e nunca mais. Acabei devolvendo na loja. Achei muito mais pratico e produtivo a longo prazo ensinar o meu filho a andar comigo na rua.

  • Thiciana Sasse

    Eu não uso mas acho muito errado julgar quem usa. Por enquanto eu tenho uma só que corre, dá pra controlar, eu converso, explico, brinco junto, distraio. A Ramona hoje me tem com mais exclusividade para que eu possa fazer isso por que o Mathias ainda não anda então é só no sling ou carrinho. Mas quero ter mais filhos. Então, vai saber! Se eu tiver que usar pra poder ao menos uma vez na semana conseguir ir ao shopping e sim, olhar vitrine, me distrair e viver algo que não seja casa-criança-trabalho durante uma horinha eu não acho errado.

  • Juba

    Nossa, Kathy, há quanto tempo… desde a bestbaby…

    Eu usei coleirinha (uma mochilinha de pelúcia) depois que a criança mais nova começou a correr em lugares cheios ou pela rua. A criança mais velha era um pocinho de juízo, super fácil de cuidar. A criança mais nova é o extremo oposto. Fiquei uns tempos com a perna imobilizada, bengala, bolsa e duas crianças não é fácil. Na idade em que estão agora, não precisam mais.

    A criança mais velha gostava, pedia pra usar às vezes, quando queria ter as mãos livres para tomar um sorvete, por exemplo. A coleirinha não precisa excluir o diálogo, ser sinônimo de pais ausentes. Acho essa associação um daqueles julgamentos-em-5-segundos por que todas nós mães passamos muitas vezes.

    Um dia perguntei para a criança mais velha: E se disserem que parece um cachorrinho?
    Ela respondeu: Eu mordo, ué.

    Minha mãe usa na praia para levar as crianças e prefiro assim, porque a praia fica lotada e ela é super míope. Em vez de mochila, ela prende uma cordinha no pulso.